'Dogging': conheça o fetiche que explica casos de sexo na praia em João Pessoa
Especialista explica que a adrenalina de "poder ser pego" intensifica a experiência, mas alerta que ato obsceno em público é crime com pena de detenção
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A fantasia de fazer sexo em uma praia é comum e, para muitos, considerada excitante. No entanto, além de ser um tabu, a prática é crime previsto no Código Penal Brasileiro. Um alerta que se tornou realidade em João Pessoa, na Paraíba, onde, em menos de 15 dias, dois casais distintos foram flagrados em pleno ato sexual na orla da cidade.
O primeiro casal foi surpreendido na Praia da Penha, utilizando um banco de areia na foz do Rio do Cabelo como esconderijo. Já o segundo, identificado como turistas de São Paulo, foi flagrado em plena luz do dia na movimentada Praia do Cabo Branco, praticamente sem qualquer discrição. Os casos ecoam episódios famosos que ganharam apelidos como “surubão de Arpoador” e “Réveillon da sacanagem” em outros estados.
Mas o que leva pessoas a correrem esse risco? De acordo com a psicóloga e sexóloga Laís Melquíades, a explicação está na química cerebral. “O risco de ser pego libera uma avalanche de dopamina e faz tudo parecer mais intenso. É como um jogo proibido que desperta a rebeldia interna: desafiar normas sociais pode ser tão excitante quanto a própria situação”, explica a especialista. Esta prática, conhecida internacionalmente como dogging, está ligada ao universo voyeur, mesmo que não haja espectadores.
Apesar da motivação psicológica, as consequências legais são graves. O artigo 233 do Código Penal Brasileiro prevê pena de três meses a um ano de detenção, ou multa, para quem “praticar ato obsceno em lugar público, aberto ou exposto ao público”. A reportagem serve como um alerta para que a busca por adrenalina não resulte em um registro criminal e em constrangimento público.