31 de julho de 2025
UM NÃO VOTOU

Divisão na bancada alagoana marca aprovação da urgência do PL da Anistia na Câmara

Projeto que perdoa condenados por atos golpistas, incluindo de 8 de janeiro, avança em regime de celeridade; votação dos deputados de AL foi equilibrada

Por Redação
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Votação da urgência da PL da Anistia na Câmara dos Deputados. - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), o regime de urgência para o Projeto de Lei da Anistia, com 311 votos a favor, 163 contra e 7 abstenções. A bancada federal de Alagoas refletiu a polarização do plenário, registrando um empate técnico em seus votos: quatro parlamentares foram a favor, quatro contra e um não votou.

Como Votou Cada Deputado Alagoano:

  • A Favor: Alfredo Gaspar (União Brasil), Arthur Lira (PP), Delegado Fábio Costa (PP) e Marx Beltrão (PP).
  • Contra: Daniel Barbosa (PP), Isnaldo Bulhões Jr. (MDB), Paulão (PT) e Rafael Brito (MDB).
  • Não Votou: Luciano Amaral (PSD).

Com a decisão, a proposta de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que busca perdoar judicialmente condenados e investigados por eventos desde outubro de 2022 – abrangendo explicitamente os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depredaram as sedes dos Três Poderes –, passará a tramitar de forma acelerada na Casa. O regime de urgência dispensa a análise do texto pelas comissões técnicas, permitindo que ele seja votado diretamente no plenário a qualquer momento.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que decidiu pautar a votação após reunião com líderes partidários, comemorou o resultado. Antes do anúncio, deputados contrários à proposta vocalizaram sua oposição com gritos de "sem anistia". Ao final, Motta defendeu que "o Brasil precisa de pacificação", afirmando que a medida não busca "apagar o passado, mas permitir que o presente seja reconciliado".

O próximo passo será a designação de um relator para o projeto, marcada para esta quinta-feira (18). O relator, a ser indicado pelo presidente Hugo Motta, terá a tarefa de articular um texto substitutivo que possa obter "o apoio da maioria ampla da Casa", já que ainda não há um texto final fechado. Aliados de Bolsonaro defendem que o benefício da anistia se estenda também ao ex-presidente, recentemente condenado pelo STF.

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