Lira avalia que eleição de 2026 tende a ter candidato de centro-direita “mais agregador que radical”
Lira, que tem 56 anos e 34 de mandato, avaliou sua trajetória política e considerou a presidência da Câmara o ápice da carreira
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O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (16) que o cenário para as eleições de 2026 tende a favorecer um candidato de centro-direita, mais agregador do que radical, para disputar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “E, isso acontecendo, a eleição fica muito aberta, no meu ponto de vista”, declarou.
Durante sua participação no J. Safra Investment Conference 2025, Lira destacou a importância de que os debates políticos contemplem temas de interesse nacional e não apenas de parcelas da sociedade. “É bom que isso aconteça, é bom que os debates venham e venham em temas que interessem, ao que interessa o Brasil de forma mais ampla, e não a parte do Brasil”, disse.
O deputado avaliou ainda o cenário prático da disputa, considerando a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro: “O (ex) presidente Bolsonaro está inelegível e condenado pelo Supremo. Hoje, o que ele teria seria apoiar algum candidato, seja mais próximo, mais distante, mais do centro, mais da direita, para fazer esse contraponto”. Embora Eduardo Bolsonaro tenha se colocado como opção para 2026, o Centrão trabalha pela escolha do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Sobre o presidente Lula, Lira afirmou: “O presidente Lula já teve pior, o presidente Lula já teve uma situação mais confortável, hoje há uma discreta reação, mas não é um quadro confortável nem para um lado nem para o outro”. Citando Alagoas, ressaltou que a população deseja sair da polarização e de visões radicais: “Você vai ter o direito de expressar nas urnas se você pensa mais conservador, mais liberal, mais progressista, você vai ter e tem que ter”.
Lira também comentou sobre a necessidade de equilíbrio entre os poderes: “Se nenhum der um passo para trás, mais dia menos dia, vamos ter a possibilidade de ter um confronto entre poderes que o Brasil, o brasileiro mais simples, o mais forte, o mais poderoso dos empresários, o mais simples do campo, vai sentir os efeitos dessa dificuldade”.
Quanto aos próprios planos políticos, o deputado evitou cravar candidaturas, mas disse que se colocará à disposição de projetos que contribuam para o país, citando projeções de seu nome ao Senado: “Pessoalmente, eu vou me colocar sempre à disposição de qualquer projeto, de qualquer meta, de qualquer situação que ajude o nosso País”.
Lira, que tem 56 anos e 34 de mandato, avaliou sua trajetória política e considerou a presidência da Câmara o ápice da carreira: “Já poderia sair dela, acho que já contribui. Outros acham que não. Eu procurei me recolher ao longo desses meses e sair da presidência. Em respeito a ela, em respeito à cadeira, em respeito ao novo presidente, que é meu amigo”.