Bolsonaro passa a noite em hospital com mal-estar grave após crise de soluço e vômito
Ex-presidente, em prisão domiciliar, passou a noite em observação. Equipe médica de SP foi acionada e novos exames são previstos para esta quarta-feira (17)
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado às pressas na tarde desta terça-feira (16) no Hospital DF Star, em Brasília, após sofrer um grave mal-estar caracterizado por queda de pressão, crises intensas de soluço, vômitos e fortes dores. Ele permaneceu internado durante a noite para observação médica.
De acordo com boletim médico, Bolsonaro seguirá em dieta líquida e com monitoramento constante da pressão arterial. Uma equipe médica de São Paulo, que o acompanha há anos, foi chamada com urgência à capital federal e deve realizar novos exames no ex-presidente ainda nesta quarta-feira (17). Seu quadro de saúde é considerado instável, com preocupação especial em relação à dificuldade de alimentação e à anemia já diagnosticada.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descreveu o episódio como "drástico". Ele relatou que o pai teve o diafragma travado por causa do soluço, seguido por um vômito em jato que o deixou cerca de dez segundos sem respirar. "O jeito que conseguiu respirar foi expelindo esse vômito, junto com tontura e pressão muito baixa", disse o parlamentar a jornalistas em frente ao hospital.
Bolsonaro deixou sua residência – onde cumpre prisão domiciliar desde agosto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF – acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e por agentes da Polícia Penal. O deslocamento foi feito em comboio policial e seguido por um helicóptero. Como exige a Justiça, sua defesa encaminhou um relatório médico ao Supremo para comunicar a internação de emergência em até 24 horas.
O histórico médico recente do ex-presidente inclui anemia por deficiência de ferro e uma imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração. No último domingo (14), ele já havia passado por procedimentos para retirada de oito lesões de pele e recebido reposição de ferro endovenosa.
A internação ocorre em um momento de tensão para o ex-presidente. Na última semana, a Primeira Turma do STF o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista após a derrota eleitoral de 2022. O cumprimento da prisão domiciliar impõe restrições e a obrigatoriedade de comunicar formalmente qualquer deslocamento ao Supremo.