31 de julho de 2025
STF

Moraes cobra explicações da Polícia Penal sobre escolta de Bolsonaro a hospital

Segundo a decisão, a corporação deve esclarecer por que o ex-mandatário não foi levado imediatamente para casa após a liberação médica

Por Redação
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Desde 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar - Foto: Foto: Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) que a Polícia Penal do Distrito Federal apresente, em até 24 horas, um relatório detalhado sobre a escolta que acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro em um hospital de Brasília.

Segundo a decisão, a corporação deve esclarecer por que o ex-mandatário não foi levado imediatamente para casa após a liberação médica, conforme havia sido autorizado previamente. 

“Oficie-se à Polícia Penal do Distrito Federal para que, no prazo de 24 horas, envie aos autos relatório circunstanciado sobre a escolta realizada, com informações do carro que transportou o custodiado, agentes que o acompanharam no quarto e o motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica”, determinou Moraes.

No domingo (14), Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, foi escoltado até o Hospital DF Star para realizar um procedimento dermatológico. Embora o deslocamento tenha sido autorizado por Moraes, o ministro exigia que a escolta retornasse com o ex-presidente imediatamente após o atendimento.

No entanto, ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu no local ao lado de seu médico, que concedia entrevista coletiva. Durante a espera, o ex-presidente foi aclamado por apoiadores que o aguardavam do lado de fora.

Prisão domiciliar e medidas restritivas

Desde 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por decisão de Alexandre de Moraes, que também impôs o uso de tornozeleira eletrônica e restrições severas a visitas. A medida foi tomada após o ministro concluir que o ex-presidente tentou burlar a proibição de uso das redes sociais, utilizando as contas de seus filhos e de terceiros.

As restrições fazem parte do inquérito em que Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), são investigados por suposta articulação com membros do governo dos Estados Unidos, durante a gestão de Donald Trump, para pressionar autoridades brasileiras. As ações incluiriam tentativas de cancelar vistos de ministros do STF com base na Lei Magnitsky.

Condenação no STF

Na semana passada, a Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro e mais sete réus por envolvimento em uma trama golpista. Por 4 votos a 1, eles foram responsabilizados por crimes como: Organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado com uso de violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio público tombado.