Carlos Bolsonaro critica operação policial "excessiva" durante deslocamento do pai em Brasília
Vereador carioca, que acompanha ex-presidente, classificou esquema de segurança como tentativa de "humilhação"; Bolsonaro deixou prisão domiciliar para procedimento médico
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O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) criticou veementemente a operação policial montada para escoltar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para a realização de um procedimento médico neste domingo (14). Em declarações nas redes sociais, o filho do ex-mandatário descreveu o esquema de segurança como excessivo e com o claro objetivo de "promover a humilhação de um homem honesto", afirmando que a ação contou com "mais de 20 homens armados de fuzis" e "10 batedores".
Carlos Bolsonaro, que acompanha o pai no Hospital DF Star, em Brasília, questionou a necessidade do aparato policial, sugerindo que a medida é intimidatória. "Já no hospital, homens fardados e armados vigiam como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela... Fica claro: o objetivo é fragilizá-lo, expô-lo e ofendê-lo", declarou. Ele acompanha o ex-presidente junto com o irmão, o vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan Bolsonaro (PL).
O deslocamento do ex-presidente marca a primeira vez que ele deixa a prisão domiciliar desde a condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de estado. A operação, que incluiu sete carros e seis motos da Polícia Penal do Distrito Federal, foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Enquanto isso, um grupo de apoiadores se concentrou na porta do hospital para demonstrar solidariedade ao ex-presidente.
Em um tom de forte indignação, Carlos Bolsonaro fez ainda uma acusação grave: "No fundo, o que não conseguiram em 2018, tentam agora, a qualquer custo, concluir. Não há como não se indignar! Querem matar Jair Bolsonaro de um jeito ou de outro".