31 de julho de 2025
ERRO MÉDICO?

Bebê de 1 ano morre com pulmões perfurados em hospital do Recife; caso é investigado pela polícia

Pais de João Miguel denunciam sucessão de erros médicos na Unimed Recife durante tratamento de pneumonia. IML atestou perfurações bilaterais

Por Redação
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O pequeno João Miguel tinha apenas 1 ano e 10 meses. - Foto: Reprodução/Instagram

Um bebê de apenas 1 ano e 10 meses, João Miguel Alves da Silva, morreu após ter os dois pulmões perfurados durante um procedimento médico na Unimed Recife. Seus pais, Gidson Alves e Thais Paulino, denunciam uma sucessão de erros médicos no tratamento de uma pneumonia e levaram o caso para a Polícia Civil, que abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte.

Os primeiros sinais de problemas começaram em setembro do ano passado, quando João Miguel apresentou sintomas de pneumonia. Segundo a família, após levá-lo ao hospital, a criança recebeu alta apenas com prescrição de antibióticos, sem a realização de exames mais detalhados. Meses depois, ele voltou à mesma unidade com amidalite e novamente foi liberado sem investigações aprofundadas.

A situação crítica se desenrolou no início de janeiro, após sucessivas crises de vômito, que levaram à internação do bebê na UTI. Foi durante a colocação de um acesso central, procedimento necessário para o tratamento, que a tragédia ocorreu. De acordo com o relato dos pais, os dois pulmões do menino foram perfurados, causando um pneumotórax (colapso pulmonar) bilateral. O pai, Gidson, desabafou: "Meu filho foi tratar uma pneumonia... e depois furam os dois pulmões. Isso já tirou a chance de vida do meu filho".

Diante da complicação irreversível, a equipe médica realizou uma cirurgia de emergência. A mãe, Thais Paulino, descreve o momento de desespero: "Quando desceram com ele para fazer essa cirurgia... meu filho já desceu em um estado muito crítico". Ela relata que, após horas de cirurgia, os médicos saíram desesperados e que percebeu a tentativa de reanimação. A família foi informada do óbito em uma sala privativa.

Em um agravo à dor da família, a mãe afirma que, mesmo após a morte, a equipe do hospital tentou fazer com que o pai assinasse uma autorização retroativa para o procedimento que havia sido realizado. "Depois que meu filho veio a óbito, vieram com um papel para o meu esposo assinar... e meu esposo disse que não ia assinar nada", contou Thais.

O Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou em seu laudo a existência das perfurações bilaterais nos pulmões da criança, corroborando a denúncia da família. A Unimed Recife, por sua vez, emitiu uma nota afirmando que "toda a assistência foi prestada ao paciente" e que reforça "seu compromisso incondicional com a qualidade e segurança dos pacientes, seguindo rigorosos protocolos técnicos". O caso, ocorrido há seis meses, veio à tona esta semana através dos pais, que buscam justiça.