Oito seguem foragidos após operações da PF contra lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
Além da Operação Tank, também foram deflagradas as operações Quasar e Carbomo Oculto
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Oito pessoas permanecem foragidas após a deflagração de três operações da Polícia Federal (PF) contra esquemas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, nesta quinta-feira (28). Das 14 ordens de prisão expedidas, apenas seis foram cumpridas até o fim da manhã desta sexta-feira (29), levantando a suspeita de possível vazamento de informações sobre as investigações.
Os mandados estão principalmente relacionados à Operação Tank, que visa desarticular uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no movimento mais de R$ 23 bilhões por meio de uma estrutura com centenas de empresas, entre elas postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.
Durante coletiva de imprensa, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que o baixo número de prisões efetivadas “não é uma estatística normal das operações da PF”, reforçando a possibilidade de quebra de sigilo nas investigações.
Além da Operação Tank, também foram deflagradas as operações Quasar e Carbomo Oculto. A primeira mira uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras, com uso de fundos de investimento para ocultação de patrimônio, supostamente ligada a facções criminosas. Já a operação Carbono Oculto investiga um esquema sofisticado de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, também associado ao crime organizado.