31 de julho de 2025
AtlasIntel/Bloomberg

Maioria dos brasileiros defende regulamentação de redes sociais, aponta pesquisa

O estudo, realizado com 6.238 pessoas entre os dias 20 e 25 de agosto, mostra que 55% são a favor

Por Redação
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Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (28) indica que 55% dos brasileiros acreditam ser necessária uma lei específica para regular as redes sociais no país. O estudo, realizado com 6.238 pessoas entre os dias 20 e 25 de agosto, também mostra que 43,9% são contrários à ideia, enquanto 1,2% não souberam responder. A margem de erro é de um ponto percentual.

Os números, no entanto, revelam uma mudança significativa de opinião ao longo do último ano. Em agosto de 2024, o apoio à regulação era de 67,8%, o que representa uma queda de 12,8 pontos percentuais em apenas doze meses. A redução é ainda mais acentuada quando comparada a abril de 2023, quando 77,9% da população defendia a regulamentação – uma diferença de 22,9 pontos.

Em sentido oposto, a rejeição à regulamentação mais que triplicou no período. O percentual de contrários era de 13,8% em 2023, subiu para 23,8% no ano passado e agora chega a 43,9%, registrando um crescimento de 30,1 pontos percentuais desde a primeira pesquisa.

O tema ganha relevância no momento em que o governo federal se prepara para apresentar às grandes plataformas de tecnologia um projeto de lei que estabelece regras para o setor. Representantes no Brasil da Meta (controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp), Google e TikTok serão convidados para uma reunião onde conhecerão a proposta antes de seu envio ao Congresso Nacional.

O texto, elaborado por técnicos do Ministério da Justiça e da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e que está na Casa Civil há dois meses, prevê medidas como a retirada de conteúdos ilegais sem necessidade de decisão judicial e a possibilidade de suspensão temporária de plataformas que descumprirem as normas.