Por Redação
Em pronunciamento contundente horas antes do encontro histórico entre Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky alertou nesta sexta-feira (15) que a Rússia continua intensificando seus ataques, sem demonstrar intenção de paz. "No dia das negociações, eles também estão matando", declarou Zelensky, ao detalhar ofensivas recentes em Sumy, Dnipro, Zaporizhzhia, Kherson e Donetsk, incluindo bombardeios a áreas civis.
O líder ucraniano, excluído das negociações, revelou estar monitorando os preparativos da cúpula através de relatórios de inteligência, expressando ceticismo sobre as intenções de Putin: "Os russos levam em conta a força americana". Suas declarações ecoam o temor de que Trump possa fazer concessões que legitimem o controle russo sobre territórios ocupados, em troca de um cessar-fogo superficial.
Simbolismo e tensões geopolíticas
A escolha do Alasca como sede do encontro carrega profundo significado histórico: é um território adquirido dos russos em 1867, tem a sua proximidade geográfica com a Rússia (apenas 88 km do Estreito de Bering) e é um sinal de resistência ao isolamento internacional de Putin.
Enquanto Trump promete "incentivos econômicos" para convencer o Kremlin a aceitar um cessar-fogo, incluindo flexibilização de sanções, Zelensky enfatizou que qualquer solução duradoura dependerá de uma posição firme dos EUA.
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