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    Trump revela a Macron que Putin quer "fazer um acordo" sobre Ucrânia

    Em conversa captada por microfones, presidente americano mostra otimismo sobre negociações de paz, enquanto líderes europeus buscam garantias contra nova invasão russa

    há 10 dias
    Trump revela a Macron que Putin quer "fazer um acordo" sobre Ucrânia

    Por Redação


    Em um momento revelador captado por microfones antes da reunião na Casa Branca nesta segunda-feira (18), o presidente americano Donald Trump sussurrou ao francês Emmanuel Macron sua convicção de que Vladimir Putin está disposto a negociar. "Acho que ele quer fazer um acordo por mim, entende? Por mais louco que pareça", disse Trump, em comentário que expõe suas expectativas pessoais sobre o conflito ucraniano. A conversa ocorreu minutos antes do encontro multilateral com sete líderes europeus e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.


    O clima de negociações intensas marcou o dia em Washington. Trump interrompeu temporariamente o encontro para uma ligação de 40 minutos com Putin - confirmada pelo Kremlin -, enquanto nas redes sociais anunciava avanços nas tratativas para uma futura cúpula tripartite com Zelensky. "Já iniciei as negociações para esse encontro", escreveu o republicano em sua plataforma Truth Social, sugerindo que participaria pessoalmente de uma segunda etapa das conversas.


    A reunião na Casa Branca reuniu figuras como Macron, o premiê britânico Keir Starmer e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, todos em busca de garantias concretas contra novas invasões russas. Diferentemente do tenso encontro de fevereiro, quando Trump e Zelensky trocaram farpas, desta vez prevaleceu um tom conciliatório. O presidente americano assegurou que os EUA estão prontos para oferecer à Ucrânia um sistema de segurança similar ao Artigo 5 da Otan, que prevê defesa mútua entre aliados.


    Por trás do otimismo de Trump, porém, permanecem divergências cruciais. Líderes europeus presentes, como a premiê italiana Giorgia Meloni, enfatizaram a necessidade de "ter certeza de que isso [a invasão] não acontecerá novamente" como condição para qualquer paz. Macron, por sua vez, pressionou para que a Europa tenha assento nas negociações, argumentando que o desfecho do conflito afeta todo o continente.


    O evento ocorreu três dias após o inédito encontro entre Trump e Putin no Alasca - primeira visita do russo a solo americano em uma década. Embora os detalhes das conversas permaneçam secretos, especula-se que Moscou exigiria o reconhecimento da anexação da Crimeia como parte de um possível acordo. Enquanto Trump projeta confiança em um acordo pessoal com Putin, os aliados ocidentais deixam claro que qualquer solução exigirá mais do que promessas verbais do líder russo.


    Foto: Reprodução/GloboNews

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