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    Estados agem contra tarifas dos EUA com pacotes emergenciais para exportadores

    Enquanto governo federal prepara resposta, São Paulo, Minas, Paraná e Rio Grande do Sul já anunciam medidas para amenizar impacto do tarifaço

    há 29 dias
    Estados agem contra tarifas dos EUA com pacotes emergenciais para exportadores

    Diante da iminente entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos EUA, que começa em 6 de agosto, governos estaduais decidiram agir por conta própria para proteger suas economias. Pelo menos quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul – já anunciaram pacotes de auxílio emergencial para setores exportadores mais vulneráveis, incluindo linhas de crédito, devolução de créditos de ICMS e flexibilização de exigências fiscais.


    Medidas estaduais em destaque


    São Paulo: Liberou R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS e ampliou linha Giro Exportador para R$ 400 milhões, com juros subsidiados a partir de 0,27% ao mês + IPCA


    Minas Gerais: Oferece R$ 100 milhões em créditos de ICMS e R$ 200 milhões em financiamentos via BDMG


    Paraná: Autorizou uso de créditos de ICMS como aval e prevê R$ 400 milhões em linhas de crédito, com flexibilização de contrapartidas


    Rio Grande do Sul: Criou linha de R$ 100 milhões com juros entre 8% e 9% ao ano via BRDE, focada em setores como metalurgia e máquinas


    Setores mais expostos


    Apesar das cerca de 700 exceções concedidas pelos EUA – que incluem peças aeronáuticas e minérios –, produtos estratégicos como café, carne bovina, calçados e têxteis permanecem sujeitos às novas tarifas. Estados como Ceará e Espírito Santo, altamente dependentes do mercado americano, preparam suas próprias ações enquanto pressionam por compensações federais.


    Pressão por ação federal


    Governadores e a CNI cobram um plano nacional coordenado, com propostas como:


    ✓ Linhas de crédito do BNDES com juros de 1% a 4% ao ano

    ✓ Postergação de tributos federais

    ✓ Reativação do Seguro-Emprego


    O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo tem um plano "bastante completo", mas aguarda conclusão das negociações com os EUA antes de anunciar medidas concretas.


    Foto: Reprodução/TV Globo


    Foto: Agência Brasil

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