Diante da iminente entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos EUA, que começa em 6 de agosto, governos estaduais decidiram agir por conta própria para proteger suas economias. Pelo menos quatro estados – São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul – já anunciaram pacotes de auxílio emergencial para setores exportadores mais vulneráveis, incluindo linhas de crédito, devolução de créditos de ICMS e flexibilização de exigências fiscais.
Medidas estaduais em destaque
São Paulo: Liberou R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS e ampliou linha Giro Exportador para R$ 400 milhões, com juros subsidiados a partir de 0,27% ao mês + IPCA
Minas Gerais: Oferece R$ 100 milhões em créditos de ICMS e R$ 200 milhões em financiamentos via BDMG
Paraná: Autorizou uso de créditos de ICMS como aval e prevê R$ 400 milhões em linhas de crédito, com flexibilização de contrapartidas
Rio Grande do Sul: Criou linha de R$ 100 milhões com juros entre 8% e 9% ao ano via BRDE, focada em setores como metalurgia e máquinas
Setores mais expostos
Apesar das cerca de 700 exceções concedidas pelos EUA – que incluem peças aeronáuticas e minérios –, produtos estratégicos como café, carne bovina, calçados e têxteis permanecem sujeitos às novas tarifas. Estados como Ceará e Espírito Santo, altamente dependentes do mercado americano, preparam suas próprias ações enquanto pressionam por compensações federais.
Pressão por ação federal
Governadores e a CNI cobram um plano nacional coordenado, com propostas como:
✓ Linhas de crédito do BNDES com juros de 1% a 4% ao ano
✓ Postergação de tributos federais
✓ Reativação do Seguro-Emprego
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo tem um plano "bastante completo", mas aguarda conclusão das negociações com os EUA antes de anunciar medidas concretas.
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