Alagoas registra 8,4 mil casos e 705 mortes por hepatites virais em 24 anos
A infectologista Cláudia Vidal aponta que a distribuição dos testes rápidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) atua na identificação da patologia antes do desenvolvimento de lesões no fígado
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O estado de Alagoas contabilizou 8.449 casos confirmados de hepatites virais e 705 mortes decorrentes da enfermidade no período entre os anos 2000 e 2024. Os dados constam no balanço do Ministério da Saúde. O tipo A da doença concentra o maior volume de notificações em território alagoano. Para o reforço do diagnóstico no estado, o órgão federal enviou 110 mil unidades de testes rápidos para a detecção da hepatite C até o mês de maio de 2026.
No cenário nacional, o total de notificações de hepatites virais superou a marca de 826 mil registros no mesmo intervalo de 24 anos. A hepatite C lidera os registros no país com 342.328 casos (41,5%), seguida pela hepatite B com 302.351 (36,6%) e pela hepatite A com 174.977 (21,2%). As variantes D e E representam menos de 1% do quadro estatístico brasileiro.
Conforme o relatório técnico, a infecção possui a característica de evoluir sem a manifestação de sintomas por anos. As variantes B e C apresentam risco de cronicidade, com possibilidade de evolução para quadros de cirrose, câncer hepático e necessidade de intervenção por transplante de órgão.
Diagnóstico, sintomas e formas de contágio
A infectologista Cláudia Vidal aponta que a distribuição dos testes rápidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) atua na identificação da patologia antes do desenvolvimento de lesões no fígado. A profissional orienta a busca por atendimento médico diante de sinais corporais como fadiga, febre, náuseas, dores na região abdominal, coloração amarelada na pele e nos olhos, urina em tom escuro e fezes de coloração clara.
Os mecanismos de transmissão diferenciam-se conforme a tipificação do vírus. A hepatite A propaga-se por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados. Os tipos B e D são transmitidos pelo contato com sangue infectado, relações sexuais sem o uso de preservativos e por via perinatal, da gestante para o filho. A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato direto com sangue contaminado, o que engloba o compartilhamento de objetos cortantes de uso pessoal ou instrumentos de tatuagem e aplicação de piercings sem a devida esterilização.