31 de julho de 2025

Alagoas registra 364 desaparecimentos em 2026; média é de duas pessoas por dia, aponta Ministério da Justiça

Painel do Sinesp mostra aumento de 5,51% nos casos em relação ao mesmo período de 2025; maioria dos desaparecidos é do sexo masculino e maior de idade

Por Redação
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Painel do Sinesp mostra os indicadores de pessoas desaparecidas em Alagoas no primeiro semestre de 2026. - Foto: Reprodução

Alagoas registrou 364 casos de pessoas desaparecidas entre janeiro e junho de 2026, uma média de duas ocorrências por dia, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento aponta ainda que o estado apresentou um aumento de 5,51% em comparação com o mesmo período de 2025 e uma taxa estimada de 22,6 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes.

Os dados revelam que a maior parte dos desaparecidos é formada por homens. Do total de registros, 253 são do sexo masculino e 111 do sexo feminino. Em relação à idade, 249 desaparecidos têm 18 anos ou mais, enquanto 115 são crianças ou adolescentes de até 17 anos.

O comportamento mensal dos registros mostra crescimento ao longo do primeiro semestre. Foram 58 casos em janeiro, 60 em fevereiro, 69 em março, 92 em abril e 85 em maio. O painel do Sinesp informa que os dados de junho ainda não estavam completos na data da extração, o que significa que os números do semestre podem ser atualizados.

A Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, instituída pela Lei nº 13.812/2019 e regulamentada pelo Decreto nº 10.622/2021, estabelece que a localização de pessoas desaparecidas depende da atuação integrada entre órgãos de segurança pública, Ministério Público, Defensoria, Poder Judiciário e demais instituições. A legislação também criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), que reúne e cruza informações em âmbito nacional para facilitar as investigações e a localização de desaparecidos.

Outro ponto reforçado pelo Ministério da Justiça é que não existe prazo mínimo para registrar um desaparecimento. O boletim de ocorrência deve ser feito imediatamente, principalmente quando se trata de crianças, adolescentes, idosos ou pessoas em situação de vulnerabilidade. Quanto mais rápido o registro, maiores são as chances de localização.

Em Alagoas, o Ministério Público Estadual (MPAL) também atua na defesa dos direitos das famílias de pessoas desaparecidas, acompanhando políticas públicas voltadas à proteção da infância, adolescência e demais grupos vulneráveis, além de fiscalizar ações dos órgãos responsáveis pelas buscas.

Os dados divulgados pelo Sinesp são alimentados pelos estados e pelo Distrito Federal. O próprio painel destaca que as estatísticas podem sofrer alterações conforme novas informações são encaminhadas pelas unidades da federação, especialmente quando há atualização de registros ou comunicação de pessoas posteriormente localizadas.