31 de julho de 2025
MUNDO

Pescador é internado em estado grave após enguia ficar alojada no reto em Bangladesh

Peixe de 65 centímetros perfurou parte do intestino; caso raro foi descrito por médicos em revista científica internacional

Por Redação
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Caso raro envolvendo um pescador em Bangladesh foi descrito por médicos em revista científica internacional. - Foto: Divulgação/Mokbul et al., Int. J. Surg. Case Rep.

Um pescador de 55 anos precisou ser internado em estado grave após uma enguia viva ficar alojada em seu reto e perfurar parte do intestino. O caso ocorreu em Bangladesh e foi relatado por médicos na revista científica International Journal of Surgery Case Reports.

Segundo o artigo, o homem procurou atendimento médico com fortes dores abdominais. Durante a investigação, exames de imagem revelaram que havia uma enguia viva presa na região do reto.

De acordo com o relato médico, o pescador informou que o episódio aconteceu um dia antes, enquanto pescava. Segundo ele, a enguia entrou por suas nádegas e avançou pelo canal anal até atingir o intestino.

Os profissionais de saúde relataram que as dores intensas eram provocadas pelos movimentos do animal dentro do organismo.

Durante a cirurgia, os médicos constataram que a enguia havia provocado uma perfuração de aproximadamente cinco centímetros no cólon sigmoide, trecho final do intestino grosso.

O peixe, que media 65 centímetros de comprimento, foi retirado ainda vivo e se debatendo, segundo o relato publicado pelos especialistas.

No artigo científico, os autores destacaram o caráter incomum da ocorrência.

"O mecanismo pelo qual o peixe-enguia, em nosso caso, atravessou o canal anal e perfurou o cólon sigmoide levanta questões intrigantes sobre a anatomia e o comportamento tanto do peixe quanto do trato gastrointestinal humano", escreveram os médicos.

Após a retirada da enguia, a equipe realizou uma colostomia, procedimento que cria uma abertura do intestino na parede abdominal para permitir a eliminação das fezes enquanto ocorre a cicatrização.

Segundo o estudo, o paciente recebeu alta hospitalar quatro dias após a cirurgia, sem apresentar queixas de dor.

Os autores ressaltaram que casos envolvendo corpos estranhos no trato gastrointestinal são relativamente conhecidos pela medicina, mas episódios com animais vivos perfurando o intestino são extremamente raros.

"A ingestão ou inserção de corpos estranhos não é incomum (...). No entanto, a penetração na parede intestinal por um animal vivo, como um peixe, é um evento incomum e raramente documentado", destaca outro trecho do artigo.

O estudo cita ocorrências semelhantes registradas em outros países. Em 2017, na China, médicos removeram uma enguia do reto de um paciente durante uma cirurgia.

Na ocasião, conforme relataram os profissionais do Hospital Universitário de Nanchang, havia suspeita de que o animal tivesse sido introduzido propositalmente.