Estelionato virtual cresce 4.384% em Pernambuco, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública
Estado registrou mais de 29 mil casos de fraudes eletrônicas em 2025; especialista alerta para golpes por WhatsApp e Pix
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Os casos de estelionato por meio eletrônico tiveram um crescimento expressivo em Pernambuco em 2025. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta semana, o estado passou de 648 registros em 2024 para 29.126 ocorrências no ano passado, um aumento de 4.384%.
Os dados indicam uma média superior a três casos por hora. Em todo o país, foram contabilizados 346.753 registros de fraudes eletrônicas, alta de 20,6% em relação ao ano anterior.
O próprio anuário destaca que Pernambuco passou a contabilizar o estelionato eletrônico de forma separada no sistema policial apenas a partir de dezembro de 2024, fator que contribui para a elevação expressiva dos números.
Ao mesmo tempo, o total de ocorrências de estelionato no estado apresentou queda de 4,1%, passando de 73.520 para 70.704 registros, indicando que parte dos casos passou a ser classificada especificamente como fraude eletrônica.
Golpes utilizam engenharia social
Segundo o delegado e especialista em segurança cibernética Eronides Menezes, os criminosos utilizam técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas antes de solicitar dinheiro, dados pessoais ou transferências bancárias.
De acordo com o especialista, os golpistas costumam se passar por advogados, funcionários de bancos, familiares ou pessoas conhecidas para convencer a vítima de que a solicitação é legítima.
Ele também destaca que a popularização do Pix e das transações instantâneas facilitou a atuação das quadrilhas, permitindo que os crimes sejam praticados de forma remota e com rapidez.
Outro recurso frequentemente utilizado, segundo o delegado, é a exploração de gatilhos emocionais, como medo, urgência ou promessas de vantagens financeiras, para pressionar a vítima a agir sem verificar a veracidade das informações.
O que fazer ao cair em um golpe
A orientação é entrar em contato imediatamente com a instituição financeira para comunicar a fraude e tentar bloquear ou contestar a transação.
Também é recomendado registrar um boletim de ocorrência e reunir provas, como comprovantes de pagamento, extratos bancários, mensagens e conversas mantidas com os golpistas.
Segundo o especialista, caso a instituição financeira não comprove que adotou os procedimentos de segurança exigidos para evitar a fraude, a vítima poderá buscar a responsabilização do banco e eventual ressarcimento dos prejuízos, conforme a análise de cada caso.