31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

Áudios atribuídos a suspeita de matar cabo da PM mostram orientação para dopar companheiro

Defesa afirma que gravações são falsas e produzidas com inteligência artificial; Polícia Civil investiga morte de policial por suspeita de envenenamento

Por Redação
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Cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) de 40 anos, José Maria Alexandre da Silva Junior - Foto: Reprodução/Redes sociais

Áudios atribuídos a Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 45 anos, investigada pela morte do cabo da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, mostram uma mulher orientando uma amiga a colocar um medicamento para dormir na bebida do companheiro com o objetivo de retirar dinheiro dele antes de encerrar o relacionamento.

Nas gravações, a mulher orienta que um remédio em gotas seja misturado à cerveja consumida pelo homem para fazê-lo adormecer. Em outro trecho, também sugere que a amiga aproveite o momento para pegar o dinheiro do companheiro e deixar o local antes que ele acorde.

Os áudios vieram a público após a decretação da prisão preventiva de Helen Kelly, apontada pela Polícia Civil como suspeita de envenenar o ex-companheiro.

A defesa da investigada, representada pelo advogado Rafael Nunes, contesta a autenticidade do material e afirma que as gravações teriam sido produzidas com o uso de inteligência artificial.

Prisão preventiva

Helen Kelly foi alvo de um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão cumprido na quarta-feira (22), em um apartamento no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Segundo a Polícia Civil, durante o cumprimento da ordem judicial, a investigada pediu para trocar de roupa e, em seguida, se lançou da janela do quarto andar do edifício, caindo sobre um veículo estacionado.

Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital da Restauração. De acordo com a polícia, seu estado de saúde é estável.

A corporação informou que a suspeita tentou tirar a própria vida durante a ação policial e que as medidas cabíveis serão adotadas após avaliação médica. A prisão preventiva foi confirmada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Caso segue sob investigação

José Maria Alexandre da Silva Junior morreu no dia 11 de junho deste ano, após passar mal dentro do apartamento onde a então ex-companheira morava, em Boa Viagem.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de envenenamento e continua apurando as circunstâncias da morte.

Na época, Helen Kelly afirmou que os dois consumiriam uma bebida energética e que percebeu uma troca de copos. Segundo a versão apresentada por ela, os recipientes foram novamente invertidos antes de o policial passar mal e morrer.

Até o momento, a investigação segue em andamento e não há conclusão definitiva sobre a causa da morte do cabo da PM.