31 de julho de 2025
POLÍCIA

Polícia Civil de PE desarticula grupo suspeito de fraude milionária com imóvel avaliado em R$ 4,5 milhões

Operação Escritura Fria cumpriu mandados de busca contra grupo suspeito de usar documentos falsificados para transferir imóvel de forma fraudulenta

Por Paula Tabosa
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Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Escritura Fria para investigar um suposto esquema de fraude imobiliária em Ipojuca. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã da última terça-feira (21), a Operação de Repressão Qualificada Escritura Fria, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma associação criminosa investigada por estelionato, falsificação de documentos públicos e falsidade ideológica.

Coordenada pela delegada Letícia Moreira, a investigação teve início em março deste ano, após os proprietários de um terreno localizado em Ipojuca denunciarem uma fraude imobiliária. As vítimas, que residem nos Estados Unidos, pretendiam vender o imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 4,5 milhões, quando descobriram que a propriedade havia sido transferida de forma fraudulenta para uma empresa e continuava anunciada para venda.

Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso utilizava documentos falsificados e diferentes cartórios para dar aparência de legalidade às negociações. A falsa venda do terreno teria sido realizada com base em uma procuração falsificada, cuja assinatura foi periciada pelo Instituto de Criminalística, que confirmou a fraude.

As investigações apontam que a organização era estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. Um dos documentos utilizados no golpe foi confeccionado em um cartório do Rio Grande do Norte, onde um dos investigados possuía vínculo familiar com um tabelião, circunstância que também é apurada pela polícia.

De acordo com a delegada Letícia Moreira, há indícios de que o grupo possa ter aplicado o mesmo tipo de fraude em outros imóveis. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e possíveis vítimas.

O imóvel permanece registrado em nome da empresa utilizada na fraude, enquanto os proprietários buscam reverter judicialmente a transferência. A Polícia Civil acredita que as provas obtidas durante a operação poderão contribuir para a restituição do bem às vítimas.