Trabalhadores da Casal farão caminhada ao Palácio do Governo para cobrar negociação e denunciar sucateamento da empresa
Protesto está marcado para a próxima quarta-feira (29), em Maceió, e deve reunir servidores da capital e do interior em ato por acordo coletivo e contra o desmonte da Companhia
Publicado em
Trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) realizarão uma caminhada de protesto até o Palácio do Governo, em Maceió, na próxima quarta-feira (29). Organizado pela categoria, o ato tem como objetivo cobrar a retomada das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho e pedir uma intervenção do Governo de Alagoas nas discussões com a direção da empresa.
A concentração está marcada para as 8h, em frente à sede da Casal, no Centro da capital. De lá, os trabalhadores seguirão em caminhada até a sede do governo estadual. A mobilização deve reunir servidores de unidades da Companhia em diversas regiões do estado, além dos funcionários que atuam em Maceió.
Segundo os organizadores, a decisão de ampliar os protestos ocorreu após cerca de um mês de paralisações parciais realizadas às quartas-feiras, sem que, segundo a categoria, houvesse avanço nas negociações com a direção da estatal.
Entre as principais reivindicações está a apresentação de uma proposta considerada satisfatória para o Acordo Coletivo de Trabalho. Os trabalhadores afirmam que o quadro operacional da empresa ainda não recebeu uma contraproposta que atenda às expectativas da categoria.
Outro ponto que deverá ser levado ao governador é a denúncia de um suposto processo de sucateamento da Casal. De acordo com os trabalhadores, a estrutura da Companhia vem sendo gradualmente enfraquecida, o que, na avaliação do movimento, favoreceria uma futura privatização integral da empresa.
Os manifestantes também pretendem criticar o modelo de concessão dos serviços de abastecimento de água em Alagoas. Segundo a categoria, a participação da iniciativa privada na distribuição de água teria provocado aumento das tarifas e impactos negativos na qualidade dos serviços prestados à população, especialmente às famílias de menor renda.
Além disso, os trabalhadores apontam o que classificam como tratamento desigual dentro da Companhia. Conforme o movimento, enquanto integrantes da alta administração tiveram reajustes salariais, os servidores do quadro operacional seguem aguardando avanços nas negociações do acordo coletivo.
O sindicato afirma esperar que o Governo do Estado atue como mediador do conflito, contribuindo para a retomada das negociações, a valorização dos trabalhadores e a preservação da estrutura da empresa pública.