31 de julho de 2025
BRASIL

PF reforça segurança de presidenciáveis e muda calendário das convenções para as eleições de 2026

Proteção aos candidatos começa após homologação das candidaturas; operação prevê gasto de R$ 95 milhões e uso de veículos blindados, sistemas antidrones e equipes especializadas

Por Redação
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Polícia Federal reforçará a segurança dos candidatos à Presidência durante a campanha eleitoral de 2026. - Foto: Polícia Federal/Divulgação

A preocupação com a segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 alterou o calendário das convenções partidárias e levou a Polícia Federal (PF) a iniciar uma operação especial de proteção aos presidenciáveis. Desde o início do período das convenções, nesta semana, a corporação passou a disponibilizar equipes de segurança para os pré-candidatos que tiverem suas candidaturas homologadas pelos partidos.

A medida ocorre em meio ao aumento das preocupações com ameaças contra políticos durante o processo eleitoral. Segundo a Polícia Federal, a operação contará com cerca de R$ 95 milhões em investimentos, destinados à aquisição e utilização de viaturas blindadas, sistemas de defesa contra drones, coletes balísticos, equipamentos de monitoramento e outros recursos voltados à proteção dos candidatos.

De acordo com a Diretoria de Proteção à Pessoa da PF, mais de 600 servidores foram capacitados entre 2025 e 2026 para atuar durante a campanha eleitoral. Desse total, até 458 policiais federais, entre delegados, agentes e escrivães especializados na segurança de autoridades, poderão ser mobilizados conforme a necessidade de cada candidatura.

Segundo a corporação, cada presidenciável contará com um plano específico de proteção, elaborado a partir de uma análise técnica de risco que leva em consideração o histórico de ameaças, a exposição pública e as características dos compromissos de campanha. A Polícia Federal informou que a operação poderá utilizar veículos blindados, grupos táticos, equipamentos antidrones, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibombas, de acordo com a avaliação de cada agenda.

Entre os pré-candidatos que já anunciaram que solicitarão formalmente a proteção da Polícia Federal estão o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Este último antecipou a convenção nacional do partido para garantir mais rapidamente o acesso à segurança institucional. Segundo Renan Santos, a decisão foi motivada por ameaças que afirma ter recebido de integrantes das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) durante compromissos realizados nos estados do Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deverá disputar a reeleição, continuará sendo protegido pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança presidencial, com apoio operacional da Polícia Federal durante o período eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, informou que não solicitará a proteção oferecida pela Polícia Federal. Como parlamentar, ele continuará utilizando a equipe de segurança da Polícia Legislativa do Senado Federal, responsável por sua proteção institucional.

As convenções partidárias para oficialização das candidaturas ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que a Polícia Federal manterá interlocução permanente com os partidos políticos para definir o planejamento de segurança de cada campanha. Segundo a corporação, desde abril vêm sendo realizadas reuniões técnicas com representantes das legendas para organizar a operação e adaptar as estratégias de proteção conforme a evolução das ameaças identificadas durante o processo eleitoral.