31 de julho de 2025
Proteção em solo americano

Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro e blinda ex-deputado contra extradição

Visto de residência permanente para "habilidades extraordinárias" é liberado em meio a tensões diplomáticas e logo após condenação do político pelo STF

Por Redação
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Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos concedeu o green card de residência permanente ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O documento assegura ao político o direito de viver, estudar e trabalhar legalmente em território norte-americano por tempo indeterminado, equiparando seus direitos aos de um cidadão local, com exceção do voto. A liberação da documentação ocorre em um cenário de forte atrito diplomático entre Washington e Brasília, impulsionado por barreiras tarifárias recentes.

A decisão da gestão de Donald Trump cria uma barreira jurídica imediata contra as investidas da Justiça brasileira. Eduardo Bolsonaro foi condenado recentemente pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo, sob a acusação de atuar nos EUA para intimidar o Judiciário durante o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro. O visto permanente dificulta drasticamente um eventual pedido de extradição por parte do Brasil, uma vez que o ex-parlamentar passa a ser protegido pelas garantias constitucionais americanas.

"Parabéns Eduardo Bolsonaro pela obtenção da residência permanente ('Green Card') nos EUA como indivíduo de habilidades extraordinárias. Você merece! Aqui, na Terra dos Livres, você está protegido", celebrou o jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, aliado que conduziu o processo de solicitação.

O pedido tramitava nos órgãos de imigração dos EUA há mais de um ano, sob a alegação da defesa de que Eduardo enfrentava uma perseguição política no Brasil e se encontrava em situação de exílio. Morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, o ex-deputado tem usado o palanque internacional para fazer oposição ao Judiciário brasileiro, sugerindo sanções econômicas contra ministros do STF e questionando a legitimidade do processo eleitoral do país.