31 de julho de 2025
CRIME VIRTUAL

Homem é preso suspeito de gravar e vender vídeos íntimos de mulheres sem autorização

Investigação aponta que suspeito usava aplicativos de relacionamento para atrair vítimas

Por Redação
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Durante a operação, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos. - Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu nesta segunda-feira (20) um homem de 33 anos suspeito de gravar e comercializar vídeos íntimos de mulheres sem o consentimento delas. Segundo a investigação, o material era divulgado em plataformas de conteúdo adulto, gerando lucro para o investigado.

O caso começou a ser apurado após uma mulher descobrir que vídeos íntimos de encontros que teve com o suspeito, em 2018, estavam sendo publicados na internet sem autorização. A denúncia levou a equipe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) a iniciar as investigações.

De acordo com a PCDF, o homem utilizava aplicativos de relacionamento para se aproximar das vítimas e marcar encontros. Após as relações, ele teria gravado os momentos íntimos sem que as mulheres soubessem e publicado o conteúdo em plataformas digitais.

A polícia realizou buscas em endereços ligados ao suspeito nos municípios de Águas Lindas (GO) e Valparaíso de Goiás (GO). Também foram cumpridas buscas em um imóvel relacionado a uma mulher de 31 anos, apontada como responsável pela estrutura financeira utilizada para receber os valores obtidos com a venda dos vídeos.

Durante a operação, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos. O material será analisado por equipes de perícia para identificar possíveis novas vítimas, verificar a extensão do esquema e apurar se outras pessoas participaram da prática criminosa.

Segundo a Polícia Civil, a divulgação, compartilhamento ou comercialização de imagens íntimas sem autorização da vítima é crime previsto no Código Penal.

A investigação também apontou que o suspeito já possuía registros relacionados ao mesmo tipo de crime e uma condenação definitiva por prática semelhante.

Após a ação policial, a Justiça determinou a retirada do ar das contas utilizadas pelos investigados nas plataformas digitais.