Pernambuco histórico: estado supera 7,2 milhões de aptos e é o 2º maior colégio eleitoral do Nordeste
Brasil atinge recorde de 158,7 milhões de votantes em cenário marcado pelo envelhecimento do eleitorado nacional
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Os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidaram Pernambuco em uma posição de destaque no xadrez político das Eleições de 2026. Pela primeira vez na história, o estado ultrapassou a barreira dos 7,2 milhões de cidadãos aptos a votar, alcançando exatamente 7.225.744 eleitores. O avanço carimba Pernambuco como o 7º maior colégio eleitoral do Brasil e o 2º mais importante da região Nordeste, atrás apenas da Bahia.
Em comparação com o último pleito municipal, em 2024, a base de votantes pernambucana ganhou o reforço de 72.873 pessoas (um incremento de 1,02%). Desse total de eleitores, a Justiça Eleitoral já conta com a identificação digital de 89,94% (6,4 milhões de pessoas), enquanto um grupo de 726,6 mil cidadãos (10,06%) operará sem biometria, o que não impede o direito ao voto no dia 4 de outubro. As mulheres continuam liderando o eleitorado local em maioria expressiva.
No panorama nacional, os 158,7 milhões de eleitores aptos refletem uma mudança estrutural profunda no perfil demográfico do país, caracterizada pelo envelhecimento progressivo de quem decide o voto:
- Idosos em alta: O grupo com 60 anos ou mais disparou, ganhando 4,5 milhões de novos integrantes desde 2026. Essa faixa etária agora abocanha 23,6% de todo o eleitorado nacional.
- Auge numérico: A maior fatia de eleitores do país está concentrada no topo da maturidade, especificamente entre as idades de 40 e 44 anos, somando cerca de 16 milhões de pessoas.
- Retração jovem: O eleitorado com até 18 anos encolheu 14,5% na comparação com o pleito anterior. Apesar do tombo generalizado de jovens, o Nordeste resiste como a região que ainda concentra o maior volume de eleitores nessa faixa de estreia.
Enquanto o Norte (alta de 4,37%) e o Centro-Oeste (alta de 3,97%) lideram a expansão de novos títulos, o Sudeste registrou uma leve retração de sua hegemonia, caindo para 41,78% do bolo nacional. Ainda assim, o eixo composto por São Paulo (34,1 milhões), Minas Gerais (16,4 milhões) e Rio de Janeiro (12,9 milhões) permanece intocável no topo das prioridades dos candidatos às eleições gerais.