Filhos, médicos, advogados e até cabeleireiro: quem pode visitar Bolsonaro na prisão domiciliar
Restrições impostas por Alexandre de Moraes reduziram o acesso ao ex-presidente, que agora pode receber apenas familiares autorizados, equipe médica e advogados cadastrados no processo
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As medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudaram a rotina de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. Após o endurecimento das regras, apenas um grupo restrito de pessoas pode entrar na residência do ex-chefe do Executivo.
Entre os autorizados estão os familiares que residem com Bolsonaro, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além da filha e da enteada. Também permanecem liberadas as visitas de profissionais responsáveis pelo acompanhamento médico, como médicos, fisioterapeutas e demais integrantes da equipe de saúde.
Outro grupo com acesso permanente é o dos advogados que atuam na defesa do ex-presidente. Eles continuam autorizados a visitá-lo para tratar de questões jurídicas, conforme as regras estabelecidas pelo STF.
As restrições foram ampliadas depois que Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu uma medida cautelar ao permitir a divulgação, por intermédio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta com conteúdo político. Em razão disso, o ministro proibiu novas visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e manteve suspenso, por 90 dias, o direito de visita de Flávio ao pai.
A decisão também impede que Bolsonaro utilize terceiros para divulgar mensagens de caráter político ou eleitoral. Segundo Moraes, a medida busca evitar que a prisão domiciliar seja utilizada como instrumento de articulação política durante o período eleitoral.
Apesar das restrições, o ex-presidente permanece autorizado a receber atendimento médico e assistência jurídica, além de conviver normalmente com os familiares que moram na mesma residência. O descumprimento das condições impostas pelo STF pode levar à revogação da prisão domiciliar e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado.