Irã pede que ONU condene ataques dos EUA a usina nuclear; Washington confirma nona noite de ofensivas
Em contrapartida, as forças iranianas afirmaram ter atacado aeronaves militares dos EUA baseadas na Jordânia
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, solicitou nesta segunda-feira (20) que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condenem formalmente os ataques aéreos dos Estados Unidos contra a usina nuclear de Darkhovin, atualmente em construção no país.
A ofensiva norte-americana também atingiu alvos na cidade portuária de Bushehr, localidade que abriga a única usina nuclear civil operacional do território iraniano. Em contrapartida, as forças iranianas afirmaram ter atacado aeronaves militares dos EUA baseadas na Jordânia.
Posicionamento do Irã e canais diplomáticos
Durante coletiva de imprensa, Baghaei cobrou uma postura clara dos órgãos internacionais de supervisão nuclear. “O Irã espera que o conselho de supervisores da AIEA e o diretor-geral, que ocasionalmente fazem declarações políticas sobre a questão nuclear iraniana, declarem claramente sua posição sobre o assunto, condenando o crime dos EUA”, declarou o porta-voz.
Apesar da escalada militar, o representante informou que Teerã mantém trocas diplomáticas com Washington por meio de países mediadores. Ele ressaltou, porém, que o Irã não aceitará ameaças à sua segurança no Estreito de Ormuz e tomará as medidas necessárias para assegurar sua soberania territorial.
Justificativa dos EUA e retaliação iraniana
Por meio de nota publicada na plataforma X, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) confirmou a conclusão da nona noite consecutiva de operações aéreas em território iraniano. Segundo o comunicado, as investidas miraram centros de comando militar, instalações de defesa e vigilância costeira, além de infraestruturas de mísseis, drones e comunicações. A finalidade informada pelo CENTCOM é reduzir a capacidade do Irã de realizar ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Como resposta, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou, via agência estatal IRNA, ter bombardeado aeronaves de transporte militar C-17 Globemaster III e aviões de patrulha P-8 Poseidon das Forças Armadas dos EUA estacionados no Aeroporto de Aqaba, na Jordânia. A ação integrou a 21ª fase da chamada Operação Nasr 2.