31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Endividamento de Pernambuco cai pela metade em dez anos e amplia capacidade para novos empréstimos

Apesar do aumento nominal da dívida, crescimento da arrecadação reduziu o comprometimento das contas estaduais e fortaleceu a capacidade de financiamento do Estado

Por Redação
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O nível de endividamento de Pernambuco caiu praticamente pela metade na última década, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Embora a dívida pública do Estado tenha aumentado em termos nominais, o avanço da arrecadação fez com que a relação entre dívida e receita recuasse significativamente, ampliando a margem para a contratação de novos financiamentos. A informação foi divulgada pelo Diario de Pernambuco.

De acordo com os números, a dívida estadual passou de R$ 12,21 bilhões, em 2015, para R$ 14,98 bilhões em 2025, uma alta de 22,7% no período. Já a receita praticamente dobrou, saltando de R$ 22,42 bilhões para R$ 43,64 bilhões, crescimento de 94,6%.

Com isso, o indicador que mede o comprometimento das contas públicas apresentou forte redução. A relação entre dívida e receita caiu de 62,17% para 31,75% em dez anos, o que representa uma diminuição de aproximadamente 50% no nível de endividamento do Estado.

Segundo a publicação, esse desempenho amplia a capacidade de Pernambuco para contratar novos empréstimos. Considerando o limite de endividamento de até 200% da receita, estabelecido pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Estado teria margem para alcançar um estoque de dívida de aproximadamente R$ 94,4 bilhões, caso optasse por novas operações de crédito.

No cenário regional, Pernambuco ocupa uma posição intermediária. Dependendo do critério utilizado, o Estado aparece como o quinto mais endividado do Nordeste em valores absolutos, mas também pode ser considerado o quinto com menor comprometimento da receita com a dívida, já que a análise leva em conta a capacidade de pagamento em relação à arrecadação.

O tema costuma ganhar destaque no debate político, especialmente em anos eleitorais, quando indicadores fiscais e operações de crédito são utilizados tanto por governistas quanto por oposicionistas para defender suas posições sobre a gestão das contas públicas.