31 de julho de 2025
ABUSO SEXUAL INFANTIL

Professora é presa suspeita de produzir imagens de bebês e enviá-las a ex-apresentador no Paraná

Polícia Civil investiga produção e compartilhamento de material relacionado ao abuso sexual infantil; empresário preso nega as acusações

Por Redação
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Professora é presa suspeita de produzir imagens de bebês e enviá-las a ex-apresentador no Paraná - Foto: Reprodução

Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu uma professora de 52 anos e um empresário de 54 anos suspeitos de produzir e compartilhar material relacionado ao abuso sexual infantil no município de Céu Azul, no oeste do estado. A ação foi realizada na quinta-feira (16).

Segundo a investigação, a professora, que trabalhava em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), registrava imagens de bebês durante a troca de fraldas e enviava os arquivos ao empresário Fernando Antonio Dorne, conhecido na região de Cascavel por ter apresentado um programa de sorteios. De acordo com a polícia, os dois mantinham um relacionamento amoroso.

O caso começou a ser investigado após denúncias encaminhadas à Delegacia da Mulher de Cascavel. A partir das apurações, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do empresário, em Céu Azul, e na empresa dele, em Cascavel.

A Polícia Civil informou que os suspeitos são investigados por produção e compartilhamento de material relacionado ao abuso sexual infantil, conforme os artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os celulares apreendidos passarão por perícia, e os investigadores apuram se houve outros crimes além da produção e do compartilhamento das imagens.

Após a prisão, a dupla foi encaminhada à Delegacia de Matelândia e, posteriormente, transferida para a Cadeia Pública de Medianeira, onde permanece à disposição da Justiça.

Em nota, a Prefeitura de Céu Azul classificou o caso como um episódio sem precedentes na rede municipal de ensino e informou que acompanha as investigações, além de adotar as medidas administrativas cabíveis em relação à servidora.

A defesa de Fernando Antonio Dorne afirmou ter sido surpreendida com a prisão preventiva e sustentou que, até o momento, não há elementos materiais suficientes para comprovar as acusações. O empresário nega envolvimento nos fatos. Até a publicação desta reportagem, a defesa da professora não havia se manifestado.