31 de julho de 2025

Polícia Civil de Alagoas deflagra nova fase da Operação Tríade Criminal contra suspeitos de ameaçar delegado

Mandados foram cumpridos em Alagoas e São Paulo; investigação apura ameaças feitas pelas redes sociais após operação contra homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa

Por Redação
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Polícia Civil de Alagoas cumpriu mandados de prisão e busca na segunda fase da Operação Tríade Criminal. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou, nesta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Tríade Criminal, com o cumprimento de dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por supostamente ameaçarem um delegado da corporação por meio das redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, as ameaças teriam sido motivadas pela atuação do delegado na condução da primeira fase da Operação Tríade Criminal, realizada em fevereiro de 2026, que resultou na prisão de suspeitos investigados por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa no município de Palmeira dos Índios.

De acordo com a investigação, as mensagens consideradas intimidatórias foram publicadas logo após a divulgação da primeira etapa da operação policial.

A apuração foi conduzida pela Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), que realizou investigações cibernéticas para identificar os perfis responsáveis pelas publicações.

Segundo a PCAL, o trabalho envolveu ações de investigação criminal e de contrainteligência, com o objetivo de proteger agentes públicos e neutralizar possíveis ações criminosas direcionadas contra integrantes da segurança pública e contra a atividade policial.

Durante as diligências, a Polícia Civil informou que reuniu elementos que indicam, em tese, o envolvimento dos investigados em outros crimes, entre eles:

  • associação criminosa;
  • coação no curso do processo;
  • tráfico de drogas;
  • associação para o tráfico;
  • posse e porte ilegal de arma de fogo.

As investigações também apontam que um dos investigados mantém vínculo com uma torcida organizada de Alagoas, informação que, segundo a corporação, integra o contexto investigativo e segue sendo apurada.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre as acusações, e os fatos continuam sob investigação.

Um dos alvos da operação foi localizado e preso no estado de São Paulo, após trabalho integrado entre as Polícias Civis de Alagoas e de São Paulo, com apoio da 1ª Seção de Capturas da Polícia Civil paulista.

A segunda fase da Operação Tríade Criminal contou com a participação da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), do Núcleo de Planejamento Operacional (NPO/PCAL), da 5ª Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, da Delegacia de Homicídios de Palmeira dos Índios e do Departamento de Operações Estratégicas (DOPE) da Polícia Civil de São Paulo.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.