Júri condena acusados de matar mulher em ação ligada a “Tribunal do Crime”
Júri reconheceu qualificadoras no homicídio de Mylca Simeia da Conceição, ocorrido em 2019 na Mata do Rolo
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O Tribunal do Júri condenou Clebson Gomes Barreto Silva, conhecido como “Boca”, e José Edvaldo Miguel Cavalcante, chamado de “Neném”, a 30 anos de reclusão pela morte de Mylca Simeia da Conceição. O julgamento ocorreu na quinta-feira (16) e foi conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital.
Os jurados decidiram pela condenação dos dois réus e reconheceram que o crime teve motivo torpe, uso de meio cruel e circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Na sentença, o magistrado determinou o cumprimento imediato da pena e manteve a prisão dos condenados. Segundo a decisão, o crime envolveu planejamento, participação de outras pessoas e condução da vítima até o local onde ocorreu a execução.
“O crime foi cometido com premeditação, com participação de diversas pessoas, com a condução da vítima até o ‘Tribunal do Crime’ e com emprego de violência contra uma mulher de 18 anos”, afirmou o juiz na sentença.
O caso
O crime aconteceu na madrugada de 29 de janeiro de 2019, no conjunto Barnabé Oiticica, na Mata do Rolo, em Rio Largo. Segundo o processo, Mylca Simeia da Conceição foi retirada do local onde estava e levada para uma área afastada, onde foi agredida e morta.
De acordo com as investigações, Clebson Gomes Barreto Silva e José Edvaldo Miguel Cavalcante participaram da ação junto com outros cinco acusados, incluindo dois adolescentes.
Conforme os autos, a vítima foi imobilizada e sofreu agressões com faca e pedras, além de ter sido decapitada. A investigação apontou que o crime teria relação com conflitos entre integrantes de uma facção criminosa.
A Justiça segue com os procedimentos relacionados aos demais envolvidos no homicídio.