Três homens são condenados por tortura, morte e ocultação de cadáver de homem com deficiência em MG
Crime ocorreu em setembro de 2025; principal acusado recebeu pena de 20 anos e 10 meses de prisão em regime fechado
Publicado em
Três homens foram condenados pela Justiça de Minas Gerais pelos crimes de tortura qualificada com resultado morte, ocultação de cadáver e corrupção de menores contra um homem com deficiência intelectual, em Conselheiro Lafaiete, na região Central do estado. As penas deverão ser cumpridas, inicialmente, em regime fechado.
O principal acusado foi sentenciado a 20 anos e 10 meses de prisão. Outro réu recebeu pena de 13 anos e oito meses, enquanto o terceiro, responsável por dirigir o veículo utilizado para transportar o grupo, foi condenado a 12 anos e 11 meses. Segundo o Ministério Público, o homem que recebeu a maior pena também é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 22 de setembro de 2025, no Morro do Pink Floyd, no bairro São Judas Tadeu, e contou ainda com a participação de dois adolescentes.
As investigações apontaram que a motivação do homicídio foi uma disputa envolvendo uma motocicleta. A vítima, que tinha deficiência intelectual e não sabia pilotar, teria furtado uma moto pertencente ao principal agressor. O veículo foi posteriormente localizado pela Polícia Militar na casa de um dos condenados.
Ainda conforme os autos, os acusados conheciam a condição de saúde da vítima, que fazia uso de medicamentos controlados e possuía histórico de internações psiquiátricas, pois eram vizinhos.
No dia do crime, a vítima foi levada até uma área de mata, onde foi submetida a uma sessão de tortura. Em seguida, foi colocada à força em um carro e transportada para outro ponto da região, onde as agressões continuaram. A perícia identificou diversas lesões, incluindo fratura em um dos braços e queimaduras, que contribuíram para a morte.
O corpo foi encontrado apenas nove dias depois, em avançado estado de decomposição, durante a terceira tentativa de buscas realizadas pelos investigadores.
O processo foi conduzido pela Promotoria de Justiça Criminal de Conselheiro Lafaiete.