31 de julho de 2025
economia

Inflação nos EUA desacelera mais do que o esperado em junho

Índice de preços ao consumidor recuou no período, mas incertezas sobre energia e juros ainda mantêm cautela

Por Redação
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O resultado veio melhor do que as projeções do mercado, que esperavam uma inflação anual de 3,8% e uma retração mensal de 0,1%. - Foto: Dimas Adrian

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos apresentou desaceleração em junho, em um ritmo maior do que o previsto por economistas. O movimento, divulgado nesta terça-feira (14) pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho do país, foi impulsionado principalmente pela redução nos preços da gasolina.

O índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 3,5% nos 12 meses encerrados em junho, após avanço de 4,2% em maio. Na comparação mensal, o indicador apresentou queda de 0,4%, depois de uma alta de 0,5% no mês anterior.

O resultado veio melhor do que as projeções do mercado, que esperavam uma inflação anual de 3,8% e uma retração mensal de 0,1%.

Apesar da melhora no indicador, analistas avaliam que o cenário ainda exige atenção. A instabilidade no Oriente Médio e possíveis impactos sobre os preços do petróleo e dos combustíveis podem pressionar novamente a inflação nos próximos meses.

O recuo registrado em junho teve forte influência da queda nos preços da gasolina, que haviam atingido níveis elevados anteriormente. No entanto, após novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, os valores dos combustíveis voltaram a apresentar alta.

Considerando apenas os itens mais voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo da inflação avançou 2,6% na comparação anual em junho, abaixo dos 2,9% registrados em maio. Na comparação mensal, o indicador ficou estável.

O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, acompanha principalmente o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) para definir sua meta de inflação de 2%. A autoridade monetária manteve os juros na faixa entre 3,50% e 3,75% na última reunião e segue avaliando os próximos passos da política monetária.

Mesmo com a desaceleração da inflação, as autoridades do Fed demonstram preocupação com a possibilidade de novas pressões de preços e com os efeitos do cenário internacional sobre a economia americana.