31 de julho de 2025
esquema de estelionato

Justiça torna réus acusados de golpe contra programa da prefeitura de Maceió

Nove pessoas foram denunciadas pelo MPAL por suposto esquema que teria enganado 83 vítimas

Por Redação / Assessoria MPAL
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Segundo a investigação, o grupo teria enganado 83 pessoas. - Foto: Arquivo / Secom Maceió

A Justiça de Alagoas recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) e tornou réus nove pessoas acusadas de participar de um esquema de estelionato envolvendo falsas promessas de acesso facilitado a programas habitacionais em Maceió.

Segundo a investigação, o grupo teria enganado 83 pessoas ao afirmar que tinha influência junto à Secretaria Municipal de Habitação e poderia garantir a inclusão das vítimas em programas de moradia popular. O prejuízo financeiro estimado chega a R$ 481.972.

A ação penal foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Capital e aceita pela 4ª Vara Criminal de Maceió. Os acusados responderão por crimes como estelionato, associação criminosa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPAL, os suspeitos se aproveitavam do desejo das famílias de conquistar a casa própria para obter pagamentos indevidos. Entre as promessas feitas estavam a garantia de contemplação em programas habitacionais, escolha de apartamentos, prioridade na lista de beneficiários e entrega dos imóveis em curto prazo.

Para dar aparência de legitimidade ao esquema, os envolvidos apresentavam documentos, formulários semelhantes aos oficiais e imagens de supostos beneficiários. As vítimas também eram orientadas a realizar cadastros em unidades do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), como parte da estratégia para aumentar a credibilidade da fraude.

Ainda segundo o Ministério Público, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros para receber os valores pagos pelas vítimas, dificultando o rastreamento dos recursos. Os pagamentos eram realizados, principalmente, por transferências via PIX.

Prisões e medidas judiciais

Duas pessoas permanecem presas, sendo que uma delas era considerada foragida antes da prisão preventiva. Os demais denunciados receberam medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e proibição de contato entre si.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados para tentar garantir uma possível reparação dos prejuízos causados às vítimas.

O promotor de Justiça José Carlos Castro destacou que a ação busca responsabilizar os envolvidos e alertar a população sobre golpes relacionados a programas habitacionais. Segundo ele, nenhum programa oficial permite a obtenção de moradia mediante pagamento ou favorecimento pessoal.

Caso sejam condenados, os réus podem receber penas de até 20 anos de prisão, além da obrigação de ressarcir os danos causados.