31 de julho de 2025
SAÚDE

Menos de 1% dos brasileiros com indicação para bariátrica conseguem fazer cirurgia, aponta SBCBM

Negativas de planos de saúde estão entre os principais obstáculos enfrentados por pacientes com indicação médica para o procedimento

Por Redação
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Negativas de planos de saúde estão entre os principais obstáculos enfrentados por pacientes com indicação médica para o procedimento - Foto: Reprodução

Menos de 1% dos brasileiros com indicação médica para cirurgia bariátrica consegue, de fato, realizar o procedimento. O dado é da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e evidencia as dificuldades enfrentadas por pacientes com obesidade grave para acessar o tratamento.

Entre 2020 e 2024, foram realizadas 291.731 cirurgias bariátricas no Brasil. Desse total, 260.380 ocorreram por meio de planos de saúde e 31.351 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostrando que a rede suplementar concentra a maior parte dos procedimentos.

Apesar disso, especialistas apontam que a negativa das operadoras de saúde é um dos principais entraves para quem já possui indicação médica para a cirurgia.

Entre os motivos mais frequentes apresentados pelas operadoras estão o não cumprimento do período de carência, a alegação de ausência do tempo mínimo de tratamento clínico, questionamentos sobre o índice de massa corporal (IMC) ou sobre as comorbidades do paciente, além da classificação do caso como não urgente.

Segundo os critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a indicação para a cirurgia bariátrica considera fatores como o IMC, a presença de doenças associadas à obesidade e o período de acompanhamento clínico. Quando esses requisitos são atendidos, a recusa do plano de saúde pode ser contestada.

A orientação para pacientes que tiverem o procedimento negado é solicitar a justificativa da operadora por escrito e reunir documentos como laudos médicos, exames e relatórios que comprovem a necessidade da cirurgia.

De acordo com o advogado especialista na área, muitos pacientes acreditam que a decisão do plano de saúde é definitiva, mas nem sempre isso ocorre. Ele afirma que é importante conhecer os motivos da negativa e os direitos previstos antes de desistir do tratamento.

O especialista também destaca que as negativas podem ocorrer em diferentes etapas do tratamento da obesidade, incluindo procedimentos reparadores realizados após a cirurgia bariátrica, e reforça que o paciente pode buscar alternativas para contestar a decisão da operadora.