31 de julho de 2025
saúde

Casos de diarreia transmitida por relação sexual aumentam na Inglaterra

Especialistas alertam para a necessidade de prevenção e diagnóstico rápido

Por Redação
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A infecção pode causar diarreia intensa, cólicas abdominais, febre, náuseas e, em alguns casos, presença de sangue nas fezes. - Foto: Magnific

A Inglaterra registrou aumento nos casos de shigelose com transmissão associada a relações sexuais, uma infecção intestinal causada pela bactéria Shigella. O crescimento dos registros tem chamado a atenção das autoridades de saúde devido ao avanço da resistência aos antibióticos em algumas cepas da bactéria.

Segundo dados da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA), os casos passaram de 2.052, em 2023, para 2.560 em 2025, um aumento de aproximadamente 25%. Mais da metade das notificações ocorreu em Londres.

Um estudo publicado pela Universidade de Cambridge identificou que as cepas transmitidas por contato sexual apresentam maior frequência de resistência a medicamentos quando comparadas a outras formas de infecção.

A shigelose normalmente é transmitida pelo contato com alimentos, água ou superfícies contaminadas por fezes. Quando relacionada à atividade sexual, a transmissão ocorre principalmente por contato fecal-oral, especialmente em práticas envolvendo sexo anal.

A infecção pode causar diarreia intensa, cólicas abdominais, febre, náuseas e, em alguns casos, presença de sangue nas fezes.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge, parte das cepas associadas à transmissão sexual apresenta resistência a diferentes antibióticos, o que pode dificultar o tratamento de casos mais graves.

A pesquisadora Kate Baker afirmou que o cenário exige atenção das autoridades e reforço nas medidas de prevenção, já que algumas infecções podem apresentar poucas opções terapêuticas disponíveis.

Especialistas recomendam cuidados de higiene, atenção aos sintomas e busca por atendimento médico em casos de diarreia persistente, intensa ou acompanhada de sinais de gravidade.

A transmissão da shigelose pode atingir diferentes grupos da população, e as autoridades de saúde reforçam que medidas preventivas são fundamentais para reduzir a circulação da bactéria.