31 de julho de 2025
POLÍCIA

Suspeito de espancar e estuprar jovem que ficou com sequelas permanentes é preso em Alagoas

Victor Bruno da Silva, de 18 anos, estava foragido e foi capturado pela Polícia Civil na zona rural do Agreste; caso teve grande repercussão após a vítima sofrer graves sequelas neurológicas

Por Redação
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Victor Bruno da Silva (esquerda) foi preso nesta sexta-feira (10) após meses foragido da Justiça por suspeita de estuprar e espancar Maria Daniela, em Coité do Nóia. - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), Victor Bruno da Silva, de 18 anos, conhecido como "Vitinho", investigado por espancar e estuprar a jovem Maria Daniela Ferreira, de 19 anos, no município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano.

Segundo a Polícia Civil, Victor Bruno tinha mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e era considerado foragido. Ele foi localizado na zona rural da região Agreste e, após a captura, encaminhado para a sede da Delegacia Geral, no bairro de Jacarecica, em Maceió, onde permanece à disposição da Justiça.

O crime ocorreu em 6 de dezembro de 2024, após uma confraternização escolar realizada em uma chácara da família do investigado, no povoado Poção, zona rural de Coité do Nóia. O caso ganhou grande repercussão em 2026 depois que o pai da vítima denunciou as graves sequelas deixadas pelas agressões e passou a cobrar justiça.

De acordo com as investigações, Maria Daniela foi vítima de violência sexual, agressões físicas e asfixia, sofrendo um traumatismo craniano grave. A jovem permaneceu cinco dias em coma e, desde então, convive com sequelas neurológicas permanentes que comprometem sua autonomia, necessitando de acompanhamento médico e tratamento de reabilitação.

Durante a investigação, exames toxicológicos identificaram a presença de Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina no organismo da vítima. Conforme informou anteriormente a Polícia Civil, a Prometazina possui efeito sedativo e pode ser utilizada para facilitar a prática de crimes sexuais.

O laudo médico também apontou que Maria Daniela sofreu privação de oxigênio por tempo suficiente para provocar um comprometimento cerebral significativo, resultando em danos neurológicos permanentes.

Ao longo das investigações, Victor Bruno negou envolvimento no crime. Em manifestações públicas anteriores, o pai do investigado afirmou que o filho teria apenas prestado socorro à jovem após ela passar mal e negou que ele tivesse consumido bebidas alcoólicas durante o encontro.

O caso foi acompanhado pelo Ministério Público e ganhou repercussão nacional após ser tema de reportagens em programas de televisão. Segundo a acusação, a jovem foi dopada, estuprada e vítima de uma tentativa de feminicídio por asfixia.

Com a prisão do investigado, a Polícia Civil dará continuidade aos procedimentos para o andamento da ação penal.