31 de julho de 2025
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Defesa de Virginia Fonseca nega irregularidades após ação do MP sobre divulgação de bets

Influenciadora é alvo de ação que questiona supostas práticas abusivas em publicidade de plataforma de apostas

Por Redação
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A ação civil pública foi protocolada pelo MPDFT contra Virginia Fonseca e a empresa Blaze, apontando supostas práticas abusivas na operação da plataforma de apostas. - Foto: Reprodução/Redes sociais

A defesa da influenciadora Virginia Fonseca se manifestou após ela se tornar alvo de uma ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que questiona a divulgação de uma plataforma de apostas esportivas.

Em nota, os advogados afirmaram que tiveram conhecimento da ação por meio da imprensa e que apresentarão a defesa de forma técnica dentro do processo. A equipe jurídica também destacou que a própria petição inicial menciona a existência de diligências ainda pendentes, como a obtenção de contratos e outras informações consideradas necessárias para esclarecer a relação entre a influenciadora e a empresa.

Segundo a defesa, esses documentos poderão ajudar a definir aspectos como a natureza do vínculo entre as partes, a forma de remuneração e os limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca.

Os representantes da influenciadora também afirmaram que o Ministério Público poderia ter aguardado a conclusão dessas apurações antes do ajuizamento da ação e negaram qualquer envolvimento irregular ou intenção de prejudicar consumidores.

A defesa argumenta que uma eventual responsabilização deve ser baseada em provas concretas e não em interpretações relacionadas à exposição pública da influenciadora. Os advogados afirmaram confiar que demonstrarão a improcedência dos pedidos apresentados pelo MP durante o andamento do processo.

A ação civil pública foi protocolada pelo MPDFT contra Virginia Fonseca e a empresa Blaze, apontando supostas práticas abusivas na operação da plataforma de apostas.

Entre os pontos citados pelo órgão estão denúncias de retenção de valores, bloqueio de contas de usuários e dificuldades impostas para o acesso a recursos depositados na plataforma.

O Ministério Público informou ainda ter recebido milhares de reclamações de consumidores e utilizado um relatório técnico que reúne mais de 42 mil denúncias relacionadas à empresa. Na ação, o órgão solicita indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 120 milhões.

A Blaze afirmou que ainda não foi oficialmente intimada sobre o processo e declarou que segue comprometida com a transparência e o cumprimento da legislação brasileira.

O caso ainda será analisado pela Justiça.