MP acusa Blaze de usar manipulação psicológica para estimular apostas e amplia investigação sobre influenciadores
Ação cita estratégias de persuasão para incentivar usuários a apostar mais e pede acesso aos contratos da plataforma com Virginia Fonseca, Neymar e outros influenciadores
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirma que a plataforma de apostas Blaze utiliza técnicas de manipulação psicológica para incentivar consumidores a aumentar a frequência e o volume das apostas. A alegação integra uma ação civil pública protocolada contra a influenciadora Virginia Fonseca.
Segundo o MPDFT, a estratégia de comunicação da empresa reproduz e amplia mecanismos empregados por influenciadores digitais na divulgação da plataforma, com o objetivo de atrair e manter usuários ativos.
Na ação, o órgão afirma que campanhas publicitárias da Blaze utilizam os chamados "dark patterns", técnicas de design voltadas a influenciar decisões dos consumidores, além de recursos baseados na psicologia comportamental.
Entre as estratégias apontadas estão o modelo dual de processamento cognitivo, o efeito dotação, o princípio da escassez, a fluência de processamento e a sobrecarga cognitiva. De acordo com o Ministério Público, esses mecanismos seriam empregados para estimular o comportamento de aposta e aumentar o engajamento dos usuários.
O MPDFT sustenta que a publicidade realizada por influenciadores investigados ultrapassa um eventual erro na divulgação e configura uma estratégia de exploração das vulnerabilidades cognitivas e psicológicas dos consumidores.
Como parte da investigação, a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) solicitou acesso aos contratos firmados entre a Blaze e os influenciadores Virginia Fonseca, Lucas Lira, Bruna Sunaika e o jogador Neymar Jr.
O objetivo é verificar se os acordos comerciais previam metas de desempenho, bonificações ou outros incentivos capazes de estimular a produção de conteúdos voltados à captação de novos apostadores e ao aumento do volume de apostas.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o pedido, e os investigados citados na ação ainda poderão apresentar defesa no processo.