Gramado sintético impulsionou evolução da Noruega e ajuda a explicar eliminação do Brasil; entenda
Uso massivo de campos artificiais no país escandinavo é apontado como fator importante para o desenvolvimento técnico da nova geração de jogadores
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A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 reacendeu um debate conhecido no futebol brasileiro: o uso do gramado sintético. Para especialistas e profissionais que acompanham o futebol norueguês, a adoção em larga escala desse tipo de campo foi decisiva para o crescimento da modalidade no país.
Segundo o jornalista Henrik Heldahl, do portal norueguês Nettavisen, a substituição dos antigos campos de terra por gramados artificiais em todas as categorias ampliou o acesso dos atletas a estruturas de melhor qualidade desde a infância.
"O aspecto mais importante foi a mudança para campos artificiais em todos os níveis. Não há mais campos de terra. Desde muito cedo, todos passaram a ter acesso a gramados melhores", afirmou.
O investimento foi impulsionado pelas condições climáticas da Noruega. Com temperaturas baixas, neve e pouca incidência de luz solar durante boa parte do ano, manter gramados naturais em boas condições tornou-se um desafio para clubes e municípios.
Atualmente, 12 dos 16 estádios da primeira divisão norueguesa utilizam gramado sintético, modelo que também predomina em centros de treinamento e categorias de base.
Um dos exemplos mais recentes desse avanço foi a campanha do Bodo/Glimt na Liga dos Campeões da Europa. O clube disputa suas partidas em campo artificial e alcançou as oitavas de final da competição em sua estreia no torneio.
O meio-campista Patrick Berg, destaque do Bodo/Glimt e da seleção norueguesa, reconheceu que prefere atuar em gramado natural, mas destacou que o sintético é uma necessidade diante das condições climáticas do país.
Além da melhoria na infraestrutura, especialistas apontam que a Noruega investiu fortemente no desenvolvimento técnico das categorias de base, formando uma geração considerada mais qualificada do que as anteriores.
Essa evolução ficou evidente na Copa do Mundo de 2026, quando a seleção norueguesa derrotou o Brasil por 2 a 1 nas oitavas de final e garantiu vaga entre as oito melhores equipes do torneio. Agora, a equipe busca uma vaga nas semifinais em duelo contra a Inglaterra.