31 de julho de 2025
política

Flávio Bolsonaro critica Lula nos EUA durante debate sobre tarifas

Senador participou de audiência sobre possível aumento de tarifas americanas contra produtos brasileiros

Por Redação
Publicado em
Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu uma aproximação maior do Brasil com os Estados Unidos e fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma transmissão pela internet nesta quarta-feira (8). A declaração ocorreu após a participação dele em uma audiência pública nos Estados Unidos sobre a possibilidade de novas tarifas contra produtos brasileiros.

Durante a fala, o senador afirmou que viajou ao país para "proteger o Brasil das tarifas" e criticou a postura do governo brasileiro nas relações internacionais. Segundo ele, Lula adota uma posição ideológica e coloca divergências políticas acima dos interesses econômicos do país.

"Ele lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos", declarou Flávio Bolsonaro ao comentar a política externa do atual governo.

Na terça-feira (7), Flávio Bolsonaro participou de uma audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), órgão responsável por tratar de temas comerciais do governo americano.

O senador afirmou acreditar que uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros deve ser aplicada pelos Estados Unidos e disse que apresentou argumentos técnicos e políticos durante sua participação.

O prazo para uma decisão sobre a medida termina em 15 de julho.

Na audiência, Flávio Bolsonaro esteve acompanhado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos.

A participação no encontro do USTR foi aberta a interessados previamente inscritos e, segundo informações oficiais, não representou uma atuação em nome do governo brasileiro.

O Executivo brasileiro optou por não participar como expositor na audiência e mantém negociações por meio de canais diplomáticos e técnicos.

Em sua participação, Flávio Bolsonaro criticou decisões do governo Lula e mencionou questões políticas internas, mas não abordou alguns temas citados pelos Estados Unidos na investigação comercial, como etanol, desmatamento e proteção de propriedade intelectual.

O governo americano afirma que existem práticas brasileiras que prejudicam o comércio bilateral. Já o governo brasileiro argumenta que as acusações não comprovam a existência de barreiras discriminatórias contra empresas dos Estados Unidos.

A disputa segue em negociação entre os dois países, com expectativa de novas conversas antes do prazo final para definição das tarifas.