31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Polícias Civil e Militar desmentem toque de recolher imposto por facção no Grande Recife

Mensagem atribuída ao Comando Vermelho circulou nas redes sociais e aplicativos de mensagens, mas autoridades afirmam que a informação é falsa e investigam os responsáveis pela divulgação

Por Redação
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Polícias Civil e Militar afirmaram que não há toque de recolher em comunidades do Grande Recife e investigam a origem das mensagens falsas. - Foto: Reprodução

As polícias Civil e Militar de Pernambuco desmentiram, nesta terça-feira (7), os rumores sobre a suposta imposição de um toque de recolher por facções criminosas em comunidades do Grande Recife. A informação falsa ganhou repercussão após a circulação de uma mensagem em aplicativos de conversa que atribuía a ordem ao Comando Vermelho (CV).

O texto compartilhado no WhatsApp afirmava que moradores de comunidades como Cajueiro, Campina do Barreto, Peixinhos, Campo Grande, Ilha do Maruim, Chié, Saramandaia, Marezão e Ponte Preta estariam proibidos de circular entre 22h e 5h.

Durante coletiva de imprensa realizada no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), no Bairro do Recife, a Polícia Militar afirmou que não há qualquer confirmação sobre a existência da restrição.

Segundo o coronel Jonas Moreno, da Diretoria de Planejamento Operacional (DPO) da Polícia Militar de Pernambuco, as equipes verificaram as informações e constataram que o suposto toque de recolher não existe.

"A gente averiguou e realmente isso não é verdade. A Polícia Militar de Pernambuco reforçou as rondas nas áreas citadas para garantir maior tranquilidade para a população", afirmou o oficial.

O coronel também destacou os resultados da Operação Iara, iniciada no fim de maio na Comunidade do Detran, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. De acordo com ele, a ação tem contribuído para o enfrentamento ao crime organizado, com apreensões de armas e drogas.

A Polícia Civil de Pernambuco informou que abriu investigação para identificar quem produziu e disseminou a mensagem falsa.

Segundo o delegado Ivaldo Pereira, da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP), o setor de inteligência atua para rastrear os responsáveis pela divulgação do conteúdo.

"Nós estamos trabalhando com o setor de inteligência, com a investigação policial especializada nesse tipo de informação. Tudo que se passa no meio da internet deixa rastros e a gente tem como chegar", afirmou.

O delegado também orientou a população a não compartilhar mensagens desse tipo sem confirmação oficial. Em caso de dúvida, a recomendação é entrar em contato com a Polícia Militar por meio do telefone 190.

"É importante evitar a propagação porque isso causa um tumulto e só favorece o crime. Muitas vezes esses anúncios não são originários do crime. Ao divulgar está favorecendo pessoas mal-intencionadas. Então a orientação é buscar validar essa informação com a polícia", reforçou.

As forças de segurança destacaram que seguem monitorando as comunidades citadas e afirmaram que o policiamento permanece reforçado para garantir a tranquilidade dos moradores.