31 de julho de 2025
VIGILÂNCIA RESPIRATÓRIA

Maioria dos estados brasileiros segue em alerta por alta circulação de vírus respiratórios

Boletim da Fiocruz aponta pressão nos serviços de saúde causada pela Síndrome Respiratória Aguda Grave; crianças pequenas e idosos estão entre os grupos mais afetados

Por Redação
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Boletim da Fiocruz aponta pressão nos serviços de saúde causada pela Síndrome Respiratória Aguda Grave - Foto: Agência Brasil

A maior parte dos estados brasileiros permanece em situação de alerta devido aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O levantamento, que considera a Semana Epidemiológica 25, entre os dias 15 e 21 de junho, indica que o cenário nacional apresenta sinais de estabilidade, mas a circulação de diferentes vírus respiratórios ainda mantém a demanda elevada por atendimento e internações no sistema de saúde.

De acordo com a Fiocruz, apenas Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins não apresentaram níveis de alerta nas últimas duas semanas. Em contrapartida, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima registram tendência de aumento nos casos de SRAG nas últimas seis semanas.

O vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo o principal responsável pelas hospitalizações, principalmente entre crianças pequenas. Em algumas regiões do Centro-Sul, os vírus influenza A e influenza B também têm contribuído para o crescimento dos casos graves.

A Covid-19 apresenta aumento localizado em estados como Amazonas e Ceará, mas segue com baixa circulação em nível nacional.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o VSR foi identificado em 55,2% dos casos positivos de SRAG com vírus detectado. Na sequência aparecem rinovírus (23,1%), influenza A (14,5%), influenza B (8,1%) e Sars-CoV-2, causador da Covid-19, com 2,1%.

Entre os óbitos por SRAG com confirmação viral, a influenza A foi o agente mais frequente, responsável por 36,7% dos registros, seguida pelo VSR (22,3%), rinovírus (20,9%), influenza B (13,1%) e Covid-19 (8,3%).

A Fiocruz destaca que crianças pequenas concentram os maiores índices de casos devido ao impacto do VSR, enquanto os idosos apresentam maior risco de morte, principalmente em decorrência das infecções por influenza A.

A recomendação dos especialistas é manter a vacinação contra gripe e Covid-19 atualizada, além de adotar medidas preventivas, como evitar ambientes fechados com aglomeração, utilizar máscara em locais de maior risco e permanecer em isolamento diante de sintomas respiratórios.