31 de julho de 2025
OPERAÇÃO DA PF

Ex-prefeito Márcio Canella é preso pela PF após ser flagrado com fuzil em operação no Rio

Político, que é pré-candidato ao Senado, foi alvo de mandado de busca na Operação Unha e Carne; investigação apura suposto esquema envolvendo rede de postos de combustíveis

Por Redação
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Alvo de operação, ex-prefeito de Belford Roxo chega à sede da PF em viatura. - Foto: Ana Paula Jaume/ CBN

O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta terça-feira (7) por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a PF, um fuzil foi encontrado no veículo do político durante uma ação da 6ª fase da Operação Unha e Carne.

Canella, que é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, era alvo apenas de um mandado de busca e apreensão e não tinha ordem de prisão contra ele inicialmente. A detenção ocorreu após os agentes localizarem a arma.

A operação investiga uma suposta rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro que, conforme relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos, com possível envolvimento de agentes públicos.

Ao todo, a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Entre os alvos estão o ex-secretário estadual de Polícia Civil, delegado Marcus Vinícius Amim; o inspetor da Polícia Civil Pablo Juquiá Felix Ferreira; e o ex-policial militar Juracy Prudêncio, apontado como integrante de um grupo miliciano.

Durante a operação, os agentes apreenderam armas, dinheiro em espécie, relógios de luxo e pelo menos dez veículos de alto valor, incluindo BMW, Jeep blindado, BYD e Corolla. Os bens foram recolhidos em imóveis localizados em Camboinhas e Piratininga, em Niterói.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores, além da suspensão de atividades de empresas ligadas aos investigados.

Segundo as investigações, o inspetor da Polícia Civil seria apontado como responsável por controlar uma rede de postos registrada em nome de terceiros. Já o ex-PM teria sido citado no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) como líder de um grupo paramilitar que atuava em Nova Iguaçu.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil informou que abriu procedimento disciplinar para apurar os fatos e afirmou que não compactua com irregularidades. A Polícia Militar declarou que Juracy Prudêncio não pertence mais à corporação desde 2011.

A Operação Unha e Carne está em sua sexta fase. Na etapa anterior, a Polícia Federal prendeu o pastor Márcio Poncio. O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilsinho também eram alvos de mandados de prisão, mas já estavam detidos.