31 de julho de 2025
internacional

Senadora do Paraguai ameaça processar Mbappé após ser acusada de racismo

Parlamentar reage às críticas do atacante francês, cita prisão de Ronaldinho no Paraguai

Por Redação
Publicado em
Mbappé em França x Iraque - Foto: Divulgação/Fifa

A troca de declarações entre o atacante Kylian Mbappé e a senadora paraguaia Celeste Amarilla ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (7). Após ser chamada de "desprezível" pelo jogador da seleção francesa por comentários considerados racistas, a parlamentar afirmou que poderá processá-lo e elevou o tom das críticas.

Em entrevista, Amarilla disse que Mbappé não deveria subestimar os paraguaios e citou a prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, ocorrida no Paraguai em 2020, ao comentar a polêmica.

Segundo a senadora, ela poderia acionar o atacante na Justiça com base em supostos casos de violência política e de gênero. "Eu posso te processar", declarou, afirmando que o jogador deveria consultar um advogado sobre o assunto.

O embate começou após a classificação da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo. Na ocasião, Amarilla publicou mensagens nas redes sociais atacando a origem e a aparência de Mbappé.

O atacante respondeu afirmando que a parlamentar não representa o povo paraguaio e classificou suas declarações como racistas e de ódio. Em publicação, Mbappé disse que o Paraguai demonstrou paixão e honra durante o torneio, enquanto chamou a postura da senadora de "desprezível".

A repercussão ultrapassou o ambiente esportivo. A Federação Francesa de Futebol informou que adotará medidas judiciais contra a parlamentar, classificando as declarações como criminosas e inaceitáveis.

Também nesta terça-feira, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou as falas de Celeste Amarilla. Em nota, o órgão afirmou que as declarações foram racistas, desumanizantes e reforçou a necessidade de combater discursos de ódio e discriminação.

O caso segue repercutindo internacionalmente e amplia a pressão sobre a senadora, que permanece defendendo sua posição enquanto enfrenta críticas de entidades esportivas e organismos de direitos humanos.