31 de julho de 2025
eleições 2026

Flávio Bolsonaro vai aos EUA e pede pra segurar a tarifa de 25% sobre o Brasil

Em audiência em Washington, senador chamou o momento de "pior possível" pra aplicar a taxa, saiu em defesa do Pix e aproveitou pra atacar Lula

Por Redação
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Flávio diz que momento é o "pior possível" para EUA impor tarifas - Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro esteve em Washington nesta terça (7/7) numa audiência do USTR, o órgão americano que cuida de comércio exterior, e usou a fala dele pra pedir que os Estados Unidos não avancem com a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o senador, aplicar essa taxa agora seria "o pior momento possível" pra fazer isso.

Ele foi direto: "Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter, premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências, seria o pior momento possível para agir."

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que Flávio se movimenta nesse sentido. Ele já tinha mandado um ofício antes pedindo que os EUA adiassem a aplicação da tarifa, alegando que ela acabaria beneficiando o Lula na disputa eleitoral de outubro. E ele repetiu essa tese na audiência, dizendo que o próprio governo brasileiro estaria usando a investigação do USTR como bandeira política. "Elas foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro. Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro, exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões", afirmou.

Um dos pontos mais curiosos da fala dele foi sobre o Pix, que virou um dos motivos usados pelo USTR pra justificar a taxação. Segundo relatos de quem estava na audiência, Flávio disse que o sistema não representa problema nenhum pros americanos e chegou a lembrar que ele nasceu ainda no governo do pai dele, Jair Bolsonaro. Pra ele, o Pix até ajuda o sistema de pagamentos dos Estados Unidos, em vez de atrapalhar.

Depois, em nota enviada à imprensa, o senador reforçou essa defesa: "O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do Pix, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos."

A audiência também serviu de palco pra Flávio atacar Lula em outras frentes. Segundo relatos, ele tentou puxar o presidente pra perto de escândalos de corrupção, citando o mensalão e o caso recente de fraude no INSS, que envolveu o filho de Lula. Também mencionou a fraude financeira relacionada ao Banco Master, mas sem tocar no fato de que o próprio Flávio já teve seu nome ligado a Daniel Vorcaro, dono do banco, num episódio que inclusive fragilizou a pré-candidatura dele à Presidência.