31 de julho de 2025
Apagão de dados

Aliada de Renan Filho, gestão em Rio Largo é alvo do Ministério Público por esconder contas públicas

Nota do Portal da Transparência despenca para 4,1 e Promotoria aponta graves falhas na divulgação de salários, licitações e gastos da Câmara Municipal

Por Redação
Publicado em
MP de Alagoas questiona transparência da Câmara de Rio Largo - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Alagoas abriu uma investigação para apurar o sumiço de informações essenciais no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Rio Largo. A cidade, administrada pelo prefeito Carlos Gonçalves, um dos principais aliados da pré-candidatura de Renan Filho (MDB) ao governo do estado, agora está sob a mira da Justiça por violar a lei e esconder como o dinheiro público é utilizado.

A investigação foi instaurada preventivamente pela 2ª Promotoria de Justiça do município após denúncias de que o portal virou uma caixa-preta. Uma avaliação técnica detalhada realizada pelo Fórum de Combate à Corrupção (FOCCO) atribuiu uma nota vergonhosa de apenas 4,1 à transparência da Casa.

O desempenho é pior do que o registrado no levantamento anterior, provando que a fiscalização e o acesso à informação para o cidadão pioraram na atual legislatura.

Entre os problemas graves encontrados pelo Ministério Público estão:

  • Contas desatualizadas: A prestação de contas do município está travada, estando disponível apenas o histórico até o ano de 2023.
  • Licitações ocultas: Não há dados ou registros públicos sobre os processos licitatórios e contratos realizados ao longo de todo o ano de 2024.
  • Salários escondidos: A gestão omite completamente as informações sobre as remunerações e os vencimentos dos servidores públicos.
  • Barreira ao cidadão: O site não possui o sistema eletrônico de Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC), além de esconder telefones, endereços e horários de atendimento.

Diante do cenário de abandono da transparência e desrespeito às leis federais, a Promotoria de Justiça determinou a criação de uma recomendação oficial para obrigar a adequação imediata do portal. Caso as irregularidades e a omissão de dados persistam, a chefia do Legislativo de Rio Largo poderá responder por improbidade administrativa.