31 de julho de 2025
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Uefa critica Fifa após liberação de Balogun na Copa: "Cruzou uma linha vermelha"

Entidade europeia questiona decisão que permitiu atuação do atacante dos Estados Unidos após expulsão; caso também recebeu críticas da Federação Belga e de Sepp Blatter

Por Redação
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Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina - Foto: Fifa via Getty

A decisão da Fifa de autorizar o atacante Folarin Balogun a disputar as oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica provocou reação da Uefa. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (6), a entidade afirmou que a medida contraria princípios previstos no regulamento da competição e levanta questionamentos sobre a aplicação das regras disciplinares durante o torneio.

Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, nos 16 avos de final. Após marcar um dos gols da equipe, o atacante atingiu o jogador Tarik Muharemovic com as travas da chuteira e recebeu cartão vermelho direto. Pelo regulamento, ele deveria cumprir suspensão automática e ficar fora do confronto seguinte.

Apesar disso, a Fifa suspendeu a execução da punição por um período probatório de um ano, permitindo que o atacante ficasse à disposição da seleção norte-americana para a partida contra a Bélgica. Segundo a agência Associated Press, a revisão do caso ocorreu após um pedido encaminhado pela Casa Branca ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Em nota, a Uefa classificou a decisão como sem precedentes e afirmou que a suspensão automática decorrente de um cartão vermelho faz parte das regras da competição. A entidade declarou que mudanças desse tipo durante o Mundial podem comprometer a aplicação uniforme do regulamento e abrir espaço para novos pedidos semelhantes.

A Federação Belga também criticou a liberação do jogador e informou que estuda medidas jurídicas relacionadas ao caso. A repercussão alcançou ainda dirigentes e treinadores do futebol internacional.

O ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que cartões vermelhos devem ser analisados pelos órgãos disciplinares competentes e questionou a possibilidade de influência política em decisões esportivas.

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também comentou o episódio após a expulsão do defensor Jarell Quansah nas oitavas de final. Durante entrevista, o treinador levantou dúvidas sobre os critérios utilizados para revisar punições e fez referência à situação envolvendo Balogun.

A Fifa informou que a decisão foi baseada no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender total ou parcialmente a execução de uma sanção em caráter probatório. A entidade lembrou que o mesmo dispositivo já foi aplicado anteriormente no caso de Cristiano Ronaldo.

Antes da Copa do Mundo, o atacante português corria o risco de cumprir uma suspensão recebida nas Eliminatórias após um lance envolvendo Dara O'Shea, da Irlanda. Na ocasião, a Fifa também suspendeu a execução da punição, garantindo a presença do jogador desde a estreia de Portugal no torneio.

Segundo a Fifa, caso Balogun cometa uma infração semelhante durante o período probatório de um ano, a suspensão voltará a valer, além de eventual punição pelo novo lance.