31 de julho de 2025
AMÉRICA LATINA

Terremotos na Venezuela deixam 3.342 mortos; governo atualiza número de vítimas e USGS alerta para mais de 10 mil mortes

Novo balanço oficial aponta mais 388 mortes em relação à atualização anterior, enquanto especialistas alertam que tragédia pode ser ainda maior

Por Redação
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Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes após os terremotos que devastaram áreas da Venezuela. - Foto: Jesus Vargas/Getty Images

O número de mortos provocados pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 3.342, segundo novo balanço divulgado pelo Ministério da Informação do país neste domingo (5). O total representa um aumento de 388 vítimas fatais em comparação com a atualização anterior, reforçando a dimensão da maior tragédia natural registrada no país nos últimos anos.

Além das mortes confirmadas, milhares de pessoas permanecem desalojadas e equipes de resgate continuam trabalhando em áreas devastadas na busca por sobreviventes sob os escombros. As operações enfrentam dificuldades devido aos danos na infraestrutura, estradas bloqueadas e interrupções nos serviços básicos.

Embora o governo venezuelano tenha atualizado os números oficiais, especialistas e críticos apontam que o total de vítimas pode ser significativamente maior. Segundo eles, há dificuldades de comunicação em regiões afetadas e limitações no acesso às áreas mais atingidas, o que pode atrasar a contabilização completa dos mortos e desaparecidos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) também divulgou uma avaliação preocupante sobre a tragédia. De acordo com o órgão, existe alta probabilidade de que o número final de mortos ultrapasse 10 mil pessoas, considerando a intensidade dos tremores, a densidade populacional das áreas atingidas e o elevado número de edifícios que desabaram.

Equipes de emergência seguem mobilizadas em diversas cidades venezuelanas para localizar sobreviventes e prestar assistência às famílias afetadas. Organizações humanitárias e autoridades trabalham na distribuição de água, alimentos, medicamentos e abrigo para milhares de desabrigados.

A comunidade internacional acompanha a evolução da situação, enquanto países e organismos internacionais avaliam o envio de ajuda humanitária para reforçar as operações de socorro.