31 de julho de 2025
OPERAÇÃO FIO DE ARIADNE

Polícia explica como grupo aplicava golpe do chargeback e desviava dinheiro de cartões em AL

Operação cumpriu 26 mandados em Maceió e Rio Largo; Justiça bloqueou R$ 1,5 milhão dos investigados

Por Redação
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A ação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Maceió e Rio Largo - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas detalhou, nesta quinta-feira (2), o funcionamento do chamado "golpe do chargeback", esquema de fraudes eletrônicas investigado na Operação Fio de Ariadne. A ação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Maceió e Rio Largo contra suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes com cartões de crédito, lavagem de dinheiro e crimes eletrônicos. Ninguém foi preso.

Segundo o delegado José Carlos, os investigados utilizavam dados de cartões de crédito de vítimas para realizar compras fraudulentas em maquinetas vinculadas a empresas controladas pelo grupo. Em seguida, solicitavam a antecipação dos valores às instituições financeiras antes que os verdadeiros titulares contestassem as transações.

"Os criminosos conseguiam listas com dados de cartões de vítimas e realizavam as transações. Como os bancos antecipavam os créditos, eles retiravam rapidamente o dinheiro das contas antes que os pagamentos fossem estornados após a contestação das vítimas", explicou o delegado.

De acordo com a investigação, os recursos eram pulverizados entre contas de empresas e de pessoas utilizadas como laranjas, dificultando o rastreamento do dinheiro e o ressarcimento às instituições financeiras.

A Polícia Civil acredita que o grupo investigado em Alagoas fazia parte de uma organização criminosa de atuação nacional. Conforme o delegado, o fluxo financeiro identificado durante a apuração aponta que parte dos valores obtidos com as fraudes era enviada para outros estados.

As investigações tiveram início em 2024 e resultaram na autorização judicial para o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 milhão nas contas dos investigados. Veículos e equipamentos apreendidos durante a operação também poderão ser utilizados para ressarcir os prejuízos causados às vítimas.

Apesar da operação, os investigados seguem em liberdade. A Polícia Civil informou que o inquérito continua para identificar outros envolvidos e esclarecer a participação de pessoas que possam ter sido utilizadas como laranjas no esquema criminoso.