PF deflagra 3ª fase da Operação Rent a Car e investiga suposto esquema com verba parlamentar
Operação Galho Fraco II cumpre medidas autorizadas pelo STF em três estados para apurar peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema envolvendo o uso irregular de recursos públicos destinados à atividade parlamentar.
As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, com o objetivo de coletar e preservar novas provas relacionadas à investigação.
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
De acordo com a PF, as apurações indicam a existência de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas que teriam sido utilizadas para conferir aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

Os investigadores também identificaram indícios de possíveis tentativas de ocultação, destruição ou alteração de provas, circunstâncias que podem configurar o crime de fraude processual.
Nesta etapa, a operação busca reunir novos elementos para esclarecer a destinação dos valores investigados e identificar a participação de todos os envolvidos.
A Operação Rent a Car teve início em fases anteriores, quando a Polícia Federal passou a investigar supostas irregularidades na contratação de empresas de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), verba destinada ao custeio de despesas relacionadas ao mandato de parlamentares.
Nesta terceira fase, os investigadores aprofundam a análise sobre a movimentação financeira e a destinação dos recursos públicos empregados nesses contratos.
A Polícia Federal informou que a investigação continua em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço das apurações. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre prisões ou a identidade dos investigados.
