PF prende chefe da logística de armas de facção durante 2ª fase da Operação Forja no Complexo da Maré
Investigação mira grupo responsável pela produção e distribuição de fuzis; três pessoas foram presas e armamento de uso restrito foi apreendido
Publicado em
A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Forja, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação teve como principal objetivo capturar um dos alvos que estava foragido desde a primeira etapa da operação e que, segundo as investigações, comandava a estrutura logística de produção e distribuição em larga escala de fuzis para uma das maiores facções criminosas em atuação no estado.
Durante a operação, os policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão. Além disso, um terceiro homem foi preso em flagrante por, de acordo com a PF, auxiliar o principal investigado na tentativa de escapar da Justiça.
Nas diligências, os agentes apreenderam um fuzil, carregadores de alta capacidade, munições, um colete balístico, aparelhos celulares e documentos, materiais que serão analisados para aprofundar as investigações.
Segundo a Polícia Federal, um dos presos é considerado o principal operador da logística de fornecimento de armamentos para uma facção criminosa que atua no Rio de Janeiro. As investigações apontam que ele já havia sido alvo de outras operações em diferentes estados por envolvimento com fábricas clandestinas de fuzis.
Ele é investigado pelos crimes de organização criminosa majorada, fabricação ilegal de arma de fogo de uso restrito, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
O segundo preso por força de mandado judicial estava foragido por tentativa de homicídio qualificado e, conforme a PF, também integra a organização criminosa que exerce controle territorial em áreas do Complexo da Maré por meio de intimidação, restrição de circulação de moradores e domínio armado.
Já o terceiro investigado, preso em flagrante, deverá responder pelos crimes de favorecimento pessoal e organização criminosa majorada, por supostamente auxiliar o principal alvo da operação a fugir das autoridades.
A segunda fase da Operação Forja faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635, que trata das ações de segurança pública em comunidades fluminenses.
Após a operação, os presos e todo o material apreendido foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde foram realizados os procedimentos de polícia judiciária. Em seguida, os investigados foram transferidos para o sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça.